Sem receber há 9 meses, empresa suspende manutenção da iluminação em Goiânia

Empresa Citeluz publicou comunicado no qual afirma que a prefeitura não se manifesta sobre dívida que já soma mais de R$ 5 milhões

Foto: Divulgação / Prefeitura de Goiânia

*Matéria atualizada às 12h35 para acréscimo de informação

A empresa Citéluz Serviços de Iluminação Urbana S/A, contratada para fazer a manutenção da iluminação pública em Goiânia, anunciou nesta segunda-feira (18/12) a suspensão da prestação de serviço por falta de pagamento.

Segundo comunicado encaminhado à imprensa, a Prefeitura de Goiânia tem dívidas que datam de até 280 dias atrás, ou seja, mais de nove meses. Ainda segundo a empresa, as contas em aberto somam mais de R$ 5,716 milhões.

“O escopo do contrato tem sido executado na mais perfeita precisão e assiduidade. Contudo, sua continuidade se mostra insustentável, considerando que, até o presente momento, os atrasos dos pagamentos devidos pelo município de Goiânia referentes aos serviços regularmente prestados pela Citelum representam prejuízos à saúde financeira do contrato na monta de R$ 5.716.616,81”, diz a nota.

Ainda de acordo com a empresa, a administração do prefeito Iris Rezende (PMDB) não se manifestou diante das diversas notificações de cobranças. “Não resta outra alternativa senão a suspensão das atividades relacionadas ao objeto do contrato em questão”.

Em resposta ao Jornal Opção, a Prefeitura de Goiânia disse por meio de nota que ainda não foi notificada sobre a suspensão do serviço, mas que o pagamento será efetuado ainda esta semana.

Polêmica

O contrato da Prefeitura de Goiânia com a Citeluz é polêmico e já deveria ter sido rompido, uma vez que no ano passado, a Câmara Municipal aprovou Decreto Legislativo que prevê a suspensão do serviço terceirizado. Tanto a gestão do ex-prefeito Paulo Garcia quanto a atual gestão de Iris Rezende ignoraram a decisão do Legislativo.

Em março de 2017, o Tribunal de Justiça de Goiás negou pedido de liminar do Paço para suspender os efeitos do decreto legislativo.

A medida proposta pelo vereador Elias Vaz (PSB) tem como justificativa os gastos da administração municipal com o contrato. Segundo o parlamentar, um dos principais problemas está no custo fixo de R$850 mil por mês com mão-de-obra e despesas administrativas, como vale transporte de funcionários, além do custo das peças. Pelo contrato, o valor é pago independente do volume de serviço.

Além disso, o vereador justifica que a terceirização também representa um gasto extra para o município, que já dispõe de Departamento de Iluminação Pública, com servidores aptos a executar o serviço.

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