Sem receber dezembro, professores decidem não dar aula no início do ano letivo

Servidores da Educação, independentes do Sintego, programam ações para esta segunda-feira, 21

Foto: Thiago Oliveira

Professores da rede estadual de Ensino, em movimento independente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Estado de Goiás (Sintego), programam ações que inclui paralisação em algumas unidades na segunda, 21. Manifestação ocorrerá de maneira localizada na Capital e no interior, sem articulação unificada.

Em nota, os servidores da Educação pedem compreensão da comunidade escolar diante do atraso do salário de dezembro, que o governo se propõe a pagar de maneira escalonada a partir de março. “Não é intenção desse grupo atrapalhar o ano letivo, nem o trabalho do Governo do Estado de Goiás, bem como de sua secretária de Educação, Fátima Gavioli, pelo contrário é de colaborar para o desenvolvimento da Educação, e colocar nosso Estado no mais alto nível da Educação Pública”, escrevem.

“Porém, precisamos ser ouvidos e respeitados, primeiramente necessitamos de nossos pagamentos, pois nossas necessidades básicas são supridas com o mesmo” completam. Os educadores ainda reafirmam que precisam da folha de dezembro, porque “é o combustível para muitos servidores, principalmente os contratos, que o utilizam para iniciar o ano, já que seus proventos são menores, e suas dificuldades são maiores”.

A categoria também se posicionou contra o fechamento de escolas e turnos da rede, em reordenamento iniciado pela Secretaria de Educação. “Não é a melhor forma de economizar, entendemos que o Estado possa fazer tais economias em alguns excessos dentro do alto-escalão, por exemplo, nos Gabinetes de Deputados, diminuindo os funcionários”, reivindicam.

“Não é nossa intenção prejudicar a formação dos alunos, pelo contrário estamos lutando por uma educação de qualidade, e para tanto necessitamos de valorização de nossos trabalhos e investimento em infraestrutura”, finalizam.

Manifestações

Para o dia 21, algumas escolas estão com protestos marcados, mobilizações e, em alguns casos, prevê-se paralisação, devido à falta de condições dos trabalhadores iniciarem o ano letivo.

Uma instituição de Luziânia já conta com a não ida dos professores. Outra em São Luiz do Norte alugou carro de som para a porta do colégio, em tentativa de dialogar com os pais. A mesma tentativa de conversa deve ocorrer em outras escolas a partir das 9h30.

“Não é geral, os professores estão fazendo as ações de forma livre”, esclarece a Mobilização dos Professores do Estado de Goiás (MPG). Para chamar uma paralisação geral, a categoria vai aguardar a assembleia marcada para a tarde de segunda, 21.

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Silvana Costa

Parabéns, professores. Só assim pais se unem à vocês. Só assim os governantes respeitam os professores.

Valdinei

Sem negociação, paga dez/18 até 25/01 e paga jan/19 até 20/02 e segue normal até chegar pagar até 10 de cada mês. Nossos compromissos assumidos não tem negociação e conta no cheque especial e juros correndo e deve ser bancado p Estado q se eximiu de suas obrigações.

João

É LAMENTÁVEL, TEMOS EMPRÉSTIMO A PAGAR, O BANCO DESCONTA DOS NOSSOS CHEQUES ESPECIAIS. PAGAMOS JUROS DE QUASE 12%PARA O BANCO. ME CAUSA ESTRANHEZA DE SABER QUE A MESMA HISTÓRIA DE CALAMIDADE CORRE TAMBÉM NO ESTADO DE MT. OS DOIS GOVERNOS SÃO DO DEM, SUPONHO QUE QUEREM EMPRESTAR OS SALÁRIOS DOS FUNCIONÁRIOS, PARA RECEBER OS JUROS E PAGAR SUAS DÍVIDAS DE CAMPANHAS. OU SUPONHO: QUE QUEREM LUDIBRIAR O GOVERNO FEDERAL. SE NÃO TEM COMPETÊNCIA DE GOVERNAREM, ENTREGA OS GOVERNOS. É MUITO ESTRANHO ESSAS CALAMIDADES NUNCA ACONTECIDA NA HISTÓRIA DE GOIAS É NEM DE MT. PORQUE NÃO QUESTIONÁRIO ESSAS CALAMIDADES QUANDO ESTAVA… Leia mais