Sem pagamento, clínicas conveniadas ao Imas suspendem tratamento de quimioterapia

Com oito meses de pagamentos atrasados, clínicas não conseguem mais bancar medicamentos que chegam a custa R$ 30 mil a unidade

Cinco clínicas conveniadas ao Imas que prestam serviços de quimioterapia suspenderam, desde o dia 29 de janeiro, o tratamento prestado aos usuários do plano. O motivo é a falta de pagamento.

O médico Antônio César, que representa as clínicas conveniadas ao Imas, diz que os atrasos nos pagamentos são frequentes. Em alguns casos, os prestadores de serviços ainda não receberam os meses de junho, julho, agosto e setembro de 2016.

De acordo com ele, em outubro do ano passado, diante dos atrasos, as clínicas suspenderam os tratamentos à novos pacientes do plano. No entanto, o problema persistiu e agora o serviço foi suspenso para todos os pacientes.

“Tivemos que suspender o tratamento porque não temos mais condições de comprar os medicamentos. Eles são muito caros, cada ciclo chega a custar R$ 30 mil. E tem clínicas que estão com 8 meses de pagamentos atrasados”, desabafa.

Além do atraso de 2016, quatro meses do ano de 2017 — julho, agosto, setembro e outubro — também não foram acertados.

Antônio diz que, por diversas vezes, as clínicas já se reuniram com o presidente do Imas, Sebastião Peixoto, sem sucesso.

“Deixamos essa decisão de suspender os tratamentos para último caso, porque leva um prejuízo enorme ao paciente. Se o paciente tiver uma recaída, ele vai precisar de um esquema de tratamento muito mais forte que o de antes”, lamenta.

Em entrevista ao Jornal Opção, o presidente do Imas, Sebastião Peixoto, afirmou que o pagamento referente aos meses atrasados de 2017 será quitado ainda nesta quinta-feira (8/2) e sexta-feira (9/2).

Ele alegou que o instituto tem cerca de R$ 18 milhões parados por conta da burocracia da Procuradoria-Geral do Município, que demora em torno de 45 a 60 dias para liberar os pagamentos.

Já sobre os atrasos referentes à 2016, Sebastião Peixoto disse que a gestão passada deixou uma dívida de R$ 30 milhões. Desse montante, R$ 20 milhões já teriam sido pagos e o restante será quitado em abril ou maio deste ano.

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