Sem fiscalização, camelôs tomam conta das ruas de Goiânia

Comércio ilegal retornou para o Centro da capital e comerciantes reclamam da concorrência desleal e sujeira das ruas

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Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção

Nos últimos meses, uma atividade que estava quase extinta no centro de Goiânia voltou com força: o comércio irregular de camelôs.

O Jornal Opção recebeu uma denúncia através do Facebook e decidiu verificar nesta terça-feira (16/5) a situação no centro da cidade. E as ruas realmente estão tomadas por barracas que vendem óculos, roupas, artigos eletrônicos, brinquedos e acessórios. Tudo sem a menor fiscalização.

As calçadas da Avenida Anhanguera foram tomadas pelos camelôs e, onde havia nenhuma ou poucas barraquinhas, a cada dia surge um novo shopping popular a céu aberto.

Além disso, com os ambulantes foi percebida uma grande quantidade de produtos falsificados, que deveriam ser totalmente vetados pelo município.

Disputa

Junto com essa nova realidade surge a reclamação por parte dos comerciantes quanto à concorrência desleal, sujeira das ruas e inércia por parte da prefeitura.

De acordo com José Carlos Palma Ribeiro, presidente do Sindicato do Comércio Varejista no Estado de Goiás (Sindilojas), “os comerciantes que pagam impostos estão sofrendo por aqueles que não estão nem aí”.

“Você não vê autuação, ação, repressão nenhuma. Cada dia você vai ver mais gente na calçada e, consequentemente, mais placas de aluga-se nas lojas”, reclamou, afirmando que o problema dos camelôs é social.

“A atual situação acaba gerando um comércio de drogas, corrupção, tudo é consequência”, reclamou o presidente do sindicato.

Para José Carlos, a primeira solução é aplicar a mesma regra para todos. “O que o lojista não pode, o camelô não pode definitivamente”.

Depois, esse comerciantes, hoje ilegais, devem pagar impostos, ainda que com mudanças na lei. “Existe lugares para eles irem. Podemos até oferecer ajuda para eles se estabelecerem”, garantiu.

Resposta

Por e-mail, a Sedetec informou que elabora um plano de ação para relocar os camelôs e que a própria Câmara de vereadores já busca a regularização da classe.

Veja abaixo as respostas na íntegra:

1 – A Sedetec tem alguma proposta para resolver a questão dos camelôs em Goiânia?
Sim, estamos em parceria com a Diretoria de Fiscalização da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação – SEPLANH, elaborando um plano de ação, em virtude de termos uma quantidade suficiente de autorizações em locais devidamente autorizados de acordo com o Código de Posturas de Goiânia.

2 – Alguma operação planejada para regularização?
Existe sim um projeto que alguns vereadores já buscaram, tanto, levar na câmara para aprovação, quanto a aprovação do prefeito, para que essa classe seja regularizada, colocar indefinidos para que eles possam ser uma classe reconhecida para que possam ter locais determinados, para que eles possam exercer suas funções com pontos específicos, locais que sejam estabelecidos fora do centros históricos e buscando junto com a câmara aprovação e com o prefeito em cima de um decreto para que ele possa regularizar essa classe, que hoje só vive de autorização provisória.

3 – Alguma ofensiva contra a informalidade, principalmente de produtos falsificados?
É de responsabilidade da fiscalização da Secretaria Municipal de Planejamento e Habitação – SEPLANH, com a informalidade e com os produtos falsificados.

 

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Lincoln

Goiânia está uma zona, fora os terminais de ônibus, uma zona de vendedores.