Sem efetividade da gestão pública, casos de dengue aumentam em Goiânia

Levantamento revela que aproximadamente 23.938 casos da doença foram contabilizados em 2018, na capital. Setor privado busca redução de surtos

Mosquito Aedes aegypti | Foto: Reprodução

Rhaissa Silva, especial para o Jornal Opção

Com a aproximação do verão, incidências de casos de contaminação por dengue, zika e chikungunya aumentam consideravelmente, colocando em risco a saúde da população. Dados do Ministério da Saúde alertam para surtos de epidemias do mosquito Aedes aegypti em 1.153 municípios, em todo território brasileiro.

Considerado o mais perigoso dos quatro tipos de vírus pelo mosquito Aedes, o vírus que mais circula na capital é o DEN 2, segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS). O levantamento realizado pela pasta, na última semana, revela que aproximadamente 23.938 casos de dengue já foram contabilizados em 2018, somando 15 mortes.

Com o alto número de doentes e pouca efetividade da gestão pública,investimentos em ações de combate à proliferação do mosquito estão cada vez mais crescentes entre empresas privadas, buscando a redução de casos de epidemia.

Essas ações do setor privado trazem benefícios claros, especialmente nas cidades aonde o surto das doenças chega a níveis alarmantes, como em Goiânia. As empresas podem investir em ações preventivas, uma medida importante para a proteção de seus colaboradores e comunidade.

A Tecnologia mineira MI Aedes é estratégica nas ações de responsabilidade social e combate de casos de epidemias do mosquito Aedes aegypti, em mais de 50 cidades no Brasil, como Governador Valadares, Porto Alegre, Santos e Vitória. “Nosso estudo aponta que, a cada R$ 1 investido em soluções de combate à dengue, R$ 11 são economizados com a redução de custos diretos e indiretos”, exemplifica o diretor da Ecovec, Luís Felipe Ferreira Barroso.

Ganhos apurados

Em 2007, quando estava para iniciar a construção de sua fábrica Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, a Fibria se deparou com o alto volume de ocorrências de dengue, sendo registrados mais de três mil casos em uma população com pouco mais de 90 mil habitantes. A entidade apostou na tecnologia de monitoramento da Ecovec para controle da dengue durante o período de obras. A cidade conseguiu sair de três mil ocorrências para apenas 13 em um ano.

Desenvolvido a partir de pesquisa do Departamento de Parasitologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG, o MI Aedes é a tecnologia de combate implantada pela Ecovec. Consiste em um conjunto de ferramentas que monitoram a população adulta do Aedes aegypti e a presença do vírus circulante da dengue. “Prevenção é a palavra de ordem quando o assunto é saúde. Os dados fornecidos pelo MI Aedes direcionam as ações de combate, tornando-as mais eficazes e menos onerosas”, destaca Luís Felipe.

SMS

Apesar dos casos confirmados, a SMS afirmou que atua com o objetivo de evitar que imóveis em construção se tornem criadouros do mosquito transmissor das doenças transmitidas pelo Aedes. Nesta quinta-feira (1º/11), por exemplo, a pasta vai realizar uma série de atividades em parceria com o Serviço Social da Indústria da Construção no Estado de Goiás (Seconci-Goiás).

A ação formará uma equipe de caçadores do Aedes para intensificar o combate aos focos do inseto dentro dos canteiros de obras da Capital.

Vinte e duas empresas de construção civil confirmaram participação na primeira fase do treinamento e 54 obras estão previstas para receberem as visitas durante os seis meses de atividades. A proposta do projeto nomeado de “Caçador de Aedes aegypti” é orientar os operários para que saibam identificar possíveis criadouros e como agir para proteger materiais e equipamentos que possam acumular água.

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