Sem apresentar documentos, ex-secretário nega que Iris deixou dívida para Paulo Garcia

Dário Campos comandou a secretaria de Finanças na última gestão do peemedebista e manteve o cargo nos primeiros anos do petista

CEI da Herança recebeu o ex-secretário Dário Campos | Foto: Câmara Municipal de Goiânia

O ex-secretário de Finanças de Goiânia entre os anos de 2005 e 2012, Dário Campos, disse em depoimento na Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga as contas da Prefeitura nos últimos oito anos, que deixou as contas em “situação confortável” e que todas as dívidas empenhadas à época tinham recurso em caixa para serem quitadas. A declaração foi feita em oitiva na última quarta-feira (12/4), na Câmara Municipal de Goiânia.

Campos esteve à frente da pasta quando Iris Rezende (PMDB) deixou a prefeitura de Goiânia ao seu então vice, Paulo Garcia (PT), para disputar a eleição de 2010 ao governo do estado. Em junho de 2016, o petista, já em seu segundo mandato, apresentou durante prestação de contas na Câmara Municipal, documentação que comprova dívida de R$ 170 milhões deixada pelo decano o que, em valores atuais, chegariam a R$ 300 milhões.

Iris Rezende, por sua vez, alega que encontrou um cenário de “terra arrasada” nas contas da prefeitura quando assumiu a prefeitura em janeiro de 2017.  A atual administração afirma que encontrou um rombo de R$ 600 milhões, além de déficit mensal na ordem de R$ 30 milhões.

Segundo o presidente da CEI que busca saber quem realmente é o responsável por essa “herança maldita”, vereador Zander Fábio (PEN), a comissão busca agora documentação para verificar as declarações feitas pelo ex-secretário. “Toda a fase de depoimentos está sendo realizada com base em relatórios de balancetes que conseguimos junto ao TCM [Tribunal de Contas dos Municípios]. A partir das declarações coletadas nas oitivas e dos dados apresentados, já impetramos requerimentos para obtermos a documentação referente ao que foi dito”, esclareceu.

Em entrevista ao Jornal Opção nesta quinta-feira (13/4), o vereador esclareceu que o ex-secretário de Finanças da gestão Paulo Garcia (PT), Jeovalter Correia também deveria ter participado do depoimento da última quarta (13), mas teve que remarcar por motivo de viagem.

“A nossa intenção é sempre mais de uma pessoa para que possa haver uma espécie de acareação, para abrir a possibilidade para confronto de informações, como teremos na próxima semana”, disse o vereador.

Na próxima segunda-feira (17) a CEI ouvirá os ex-secretários de Saúde, Paulo Rassi e Fernando Machado, no dia 19 estão marcados os depoimentos do ex-secretário de Finanças, Jeoválter Correia e o ex-secretário de Planejamento e Habitação, Sebastião Ferreira Leite, o Juruna.

A comissão também espera que na próxima segunda-feira (17) a presidência da Câmara Municipal dê alguma resposta referente ao pedido para o pedido de contratação dos serviços assessoria jurídica, econômica e contábil, além de uma auditoria externa, para auxiliar nos trabalhos de análise documental. 

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