Sem acordo, greve na Educação estadual continua por tempo indeterminado

Na primeira reunião após a paralisação, Sintego não aceita proposta do governo. Secretária admite que possibilidade de atender reivindicações é quase nula

Reprodução/Facebook

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Representantes do Sindicato dos Professores em Educação de Goiás (Sintego) se reuniram na manhã dessa sexta-feira (15/5) com a secretária de Educação Raquel Teixeira, dois dias após o início da greve dos professores da rede estadual de ensino. Apesar do governo ter cedido em um dos pontos da pauta de reivindicações, a categoria segue resistente e a paralisação não tem data prevista para acabar.

Conforme a proposta do governo estadual, o pagamento do piso nacional de 2015 para os professores PIII e PIV seria adiantado para julho, ao invés de agosto, conforme consta em projeto de lei do Executivo em trâmite na Assembleia Legislativa.

Em entrevista, a presidente do Sintego, Bia de Lima, garantiu que a proposta já foi avaliada pela categoria em assembleia e prontamente negada. Por isso, o sindicato apresentou uma contra-proposta, que deve ser levada ao governador Marconi Perillo (PSDB) por meio da secretária de Educação.

Os professores esperam que o pagamento do piso ocorra no mês de maio e que a diferença referente aos primeiros quatro meses do ano seja negociada até o fim de 2015. A categoria também pede que a gestão estadual refaça o plano de carreiras dos servidores administrativos do Educação, realize novos concursos e volte atrás no parcelamento do salário do servidor público, anunciado pelo governo há duas semanas.

À imprensa, no entanto, a secretária Raquel Teixeira avaliou serem poucas as chances de o governo estadual atender às reivindicações da categoria. “Acho difícil o governo ter condições de atender, porque conheço a situação fiscal do Estado, mas levo a pauta com todo o respeito que a proposta merece”, explicou.

A titular informou também que o governo não realizará novos concursos públicos para a área de Educação, ao menos não em 2015. Sobre o parcelamento dos salários, Raquel afirmou que a questão é “um pouco mais complexa”. “O pagamento deve ser feito até o dia 5º dia. Essa é a regra geral”, avaliou.

De acordo com o Sintego, a adesão à greve estadual está em torno de 50%, com cerca de 500 escolas fechadas e aproximadamente 20 mil funcionários parados. Está prevista para a próxima semana uma nova audiência entre governo e categoria.

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Rômulo

Essa secretária e o governador são muito incompetentes. Não é problema dos professores se eles não tem capacidade para equilibrar as contas do estado. Não conseguem trabalhar? Larguem o osso.