Seis agências do INSS em Goiás estão em greve

Paralisações contaram com protestos à frente das agências goianas nesta segunda-feira, 18; os servidores estão há 27 dias em greve 

Em greve desde o dia 23 de março, os trabalhadores do Instituto Nacional da Previdência Social (INSS) realizaram protestos nesta segunda-feira, 18, à frente das seis maiores agências do Estado, que fecharam 100% para o atendimento presencial. Os servidores pedem recomposição salarial de 19,99%, que está defasado há cinco anos, e também melhores condições de trabalho.  

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde e Previdência Social de Goiás e Tocantins (Sintfesp GO/TO) e da coordenação do Comando Local de Greve em Goiás, os atos aconteceram em Anápolis e Goiânia, que tiveram a mobilização e fortalecem a greve dos servidores do INSS nos dois estados, que contam com a adesão de servidores das 27 Unidades da Federação (UFs). “Até a semana passada a greve já era forte, mas parcial em muitas agências”, diz o sindicato em nota. 

Somente em Goiás, com os atos desta segunda-feira, o Comando Local de Greve afirma que estão 100% fechadas as agências da capital: APS Goiânia Centro (a maior do estado de Goiás) e atende mais de 60 mil beneficiários, APS Goiânia Leste, APS Goiânia Sul e APS Goiânia Universitário. Do interior do estado, também fecharam totalmente as portas ao público as APS Anicuns e Trindade. Nas unidades anapolinas a paralisação é parcial. 

Com a paralisação, que é nacional, Comando Nacional de Greve/Fenasps, afirma que há adesão de trabalhadores de 26 unidades da federação (26 estados e o Distrito Federal), sendo que Goiás e Tocantins são contabilizados em conjunto. “O movimento se fortaleceu depois que o governo anunciou um reajuste de 5% para os servidores públicos federais de todo o País. A categoria reivindica recomposição salarial de 19,19% perda do período do atual governo, concurso público e melhores condições de trabalho”, diz o Sindicato. 

Segundo os servidores, o último reajuste no salário dos trabalhadores e trabalhadoras do INSS foi conquistado no ano de 2015 e pago em parcelas até 2017. De lá para cá, as perdas acumuladas somam mais de 40%. 

Condições estabelecidas 

Segundo a assessoria do Sindicato, os servidores paralisaram porque cerca de 20 mil servidores se aposentaram entre 2015 e 2021 e reduziram pela metade a quantidade de trabalhadores que contam com uma demanda represada de 3 milhões de requerimentos de benefícios em todo o país. Por este motivo, além do reajuste salarial, os servidores também pedem a realização de um concurso público; o estabelecimento de uma carreira da Seguridade Social; o fim do adicional de meta; o reajuste nos auxílios; melhores condições de trabalho e o fim das terceirizações. 

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