A segurança pública é a principal preocupação dos eleitores para as eleições presidenciais de 2026, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira, 4, pelo instituto Real Time Big Data. De acordo com o levantamento, 28% dos entrevistados apontaram o tema como o fator mais importante na hora de escolher o próximo presidente da República.

A pesquisa foi encomendada pelos portais O Antagonista e G4 e ouviu 2 mil pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 1º e 3 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com **95% de nível de confiança.

Segurança supera corrupção e saúde

Ao responderem à pergunta “Qual será sua maior preocupação ao votar nesta eleição?”, os entrevistados distribuíram suas respostas da seguinte forma:

  • Segurança pública: 28%
  • Corrupção: 23%
  • Saúde: 22%
  • Endividamento: 14%
  • Educação: 13%

Os dados indicam que os temas ligados ao combate à criminalidade aparecem à frente de questões econômicas e sociais entre as principais preocupações do eleitorado.

Pesquisa mediu receptividade a propostas dos candidatos

Além das prioridades do eleitor, o levantamento avaliou qual proposta de alguns dos candidatos à Presidência mais agrada aos entrevistados.

Flávio Bolsonaro (PL)

Entre as propostas apresentadas, a mais bem avaliada foi o plano voltado ao endurecimento da política criminal.

  • 31% – Plano “Brasil sem Medo”, com endurecimento penal, medidas como castração química para abusadores sexuais e ampliação dos poderes da polícia;
  • 17% – Reorganização do financiamento do SUS para melhorar o atendimento;
  • 14% – Responsabilidade fiscal, corte de gastos e impostos e redução dos juros;
  • 38% – Nenhuma das propostas.

Ronaldo Caiado (PSD)

No caso do candidato do PSD, a proposta com maior aceitação foi a classificação de facções criminosas como organizações terroristas.

  • 28% – Classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas;
  • 26% – Corte imediato de 25% nos orçamentos do Executivo, Legislativo e Judiciário;
  • 16% – Anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro;
  • 30% – Nenhuma das propostas.

Romeu Zema (Novo)

Entre os entrevistados, a proposta mais bem recebida foi a reforma do Judiciário.

  • 29% – Reforma do Judiciário, com idade mínima para ministros do STF, mandatos fixos e restrições a conflitos de interesse;
  • 11% – Privatização de estatais e redução de gastos públicos;
  • 12% – Flexibilização das relações de trabalho e reforma permanente da Previdência;
  • 49% – Nenhuma das propostas.

Renan Santos (Missão)

O levantamento mostrou empate entre a principal proposta apresentada e a opção de rejeição.

  • 35% – Modelo de combate ao crime organizado com endurecimento do sistema penal para integrantes de facções;
  • 17% – Redução da dependência de programas sociais por meio de frentes de trabalho;
  • 13% – Mudanças na educação, incluindo método fônico de alfabetização e ampliação das escolas cívico-militares;
  • 35% – Nenhuma das propostas.

Avaliação sobre Lula

A pesquisa também mediu a percepção dos entrevistados em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo o levantamento, 45% afirmaram que um eventual quarto mandato do petista seria “o pior de todos”. Já sobre a idade do presidente, que completa 81 anos no fim deste ano, 52% disseram considerar que Lula “está muito velho” e que esse fator deve ser levado em conta na decisão do voto.

Os resultados refletem as opiniões dos entrevistados no período da coleta de dados e estão sujeitos à margem de erro informada pelo instituto.

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