Secretário vai propor que parte do IPVA seja usado para subsidiar passe livre

Vilmar Rocha (PSD), que faz parte da CDTC, defende que alíquota do imposto vá para um fundo e financie a tarifa de deficientes físicos, idosos e policiais

O secretário do Cidades, do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Secima), Vilmar Rocha (PSD), defendeu, em evento no Palácio Pedro Ludovico Teixeira na manhã desta terça-feira (6/6), que a próxima reunião da Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC) seja focado em soluções sustentáveis para a Região Metropolitana. Para ele, pacificada a questão do Passe Livre Estudantil com o subsídio do estado, é hora de se debater os problemas do setor.

Para ele, uma das principais questões é o subsídio de outros benefícios, como a dispensa de tarifa para deficientes, policiais e idosos. “O estado assumiu 100% do subsídio do Passe Livre Estudantil, mas existem outras isenções, como os deficientes, policiais, idosos. Quem vai pagar isso?”, questionou ele.

“Eu tenho uma solução que é o seguinte: Hoje, quem paga o subsídio é o próprio usuário do transporte, com o aumento da tarifa. Uma alternativa a ser discutida é que o usuário de automóvel, através de uma alíquota do IPVA, pagasse por ele”, propôs ele.

Na opinião do secretário, a medida não só criaria um fundo para pagar as isenções como também desestimularia o uso de carros. “Se você tirar R$ 1 do que é pago no IPVA e colocar no fundo, daria um bom subsídio.” O secretário adiantou ainda que serão construídos 500 novos pontos de ônibus na Região Metropolitana até 2018.

Vilmar também comentou a proposta dos vereadores da Comissão Especial de Inquérito (CEI) do Transporte Público de que o prefeito municipalize a tarifa. Na sua opinião, abrir mão da tarifa metropolitana é um regresso, mas é possível criar dois sistemas coexistentes.

“O que as prefeituras estão defendendo é ter um sistema próprio de cada município: Manter essa tarifa, mas criar um sistema interno de transporte coletivo. Isso eu acho legal. Por exemplo: Aparecida cresceu muito, nada impede que paralelo à Região Metropolitana, ela tenha um serviço de transporte coletivo próprio”, explicou o secretário.

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