Secretário sinaliza que CMEIs não devem retomar atividades a partir do dia 9 de novembro

Marcelo Costa afirma que uma campanha de vacinação em massa deve ser realidade apenas em meados de setembro do ano que vem

Marcelo Costa | Foto: Lívia Barbosa/ Jornal Opção

Durante vistoria de obras do CMEI Brisas do Cerrado, o secretário de Educação, professor Marcelo Costa, falou que a estrutura será entregue no mês de novembro. Contudo, isso não significa que a unidade assim como os demais CMEIs da capital sejam abertos aos alunos, apesar de o Decreto 1.850 autorizar o atendimento presencial nas instituições de ensino infantil da Secretaria Municipal de Educação e Esporte (SME), a partir do dia 9 de novembro.

Segundo Marcelo, o processo de retomada das aulas presenciais Brasil afora tem sido estudado pela comunidade científica e é preciso compreender que as curvas epidemiológicas são distintas em cada lugar. “Essas curvas têm que ser estudadas. (…) Mas afirmo que tudo acontecerá ao seu tempo”, resumiu o professor.

Marcelo relembrou que em março, cogitava-se uma volta em maio. “Eu fui o primeiro a dizer que as coisas não seriam desse jeito”, lembrou, ao defender que sua pasta preza, em primeiro lugar, pela segurança dos alunos, comunidade e dos trabalhadores da educação. “E não será diferente agora”, completou.

“A resposta para a pergunta sobre a retomada é que tudo será feito a seu tempo. A nossa rede é muito grande, diferente das instituições particulares, por isso a nossa responsabilidade é enorme. “Estamos abrindo um grande diálogo com a comunidade, com a calma que é necessária. Quando for segura a volta, a faremos”, declarou o secretário.

Para ele, com as escolas particulares abrindo, a secretaria terá um tempo para observar epidemiologicamente o comportamento dessa volta.  “No decreto está bastante claro que se tivermos uma situação epidemiológica contrária ao retorno ele pode ser suspenso imediatamente”, ponderou Marcelo.

Autorização não garante retomada

De acordo com ele, o fato de existir uma autorização não garante a retomada. “Existe uma autorização, mas também existe uma ordem do prefeito para que façamos isso com responsabilidade, para que preparemos as escolas para isso, e para fazer apenas quando houver segurança”.

No entanto, o titular da educação aponta que essa volta não pode estar atrelada à vacina. “Não podemos pensar em pensar em vacina, pois só teremos por volta de setembro. Por mais que as pessoas queiram, a vacina são duas doses. E 44 milhões de doses não dá nem para vacinar o grupo de risco da saúde no país”, disparou.

“A vacinação em massa para que tenhamos imunidade de rebanho só vai ser atingida com uma campanha nacional de imunização que deve ser levada a cabo por volta do segundo semestre do ano que vem. E até lá? Temos que tomar decisões seguras”, defendeu Costa.

O gestor completou defendendo que, mesmo após o retorno, o foco no ensino híbrido permanece. “As escolas estão conseguindo fazer o seu trabalho. Mesmo que se volte o atendimento a 30% outros 70% estarão em casa. Então a ênfase deve ser nesse universo,  para que esse alunos não sejam alijados do processo”, encerrou.

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