Secretário desconversa sobre data-base dos administrativos da Educação

No ano passado, a prefeitura chegou a fazer o pagamento do reajuste aos servidores, mas três meses depois os salários foram reduzidos ao valor anterior

Marcelo da Costa, Secretário de Educação de Goiânia | Foto: Larissa Quixabeira / Jornal Opção

O servidores administrativos da rede municipal de Educação seguem sem previsão de quando receberão o reajuste da data-base. Em entrevista na manhã desta terça-feira (9/1), o secretário de Educação, Marcelo da Costa, disse que a discussão acerca do pagamento do reajuste a esta categoria ainda está sendo desenvolvida no Paço Municipal e que “a administração fará o anúncio em momento oportuno”.

No ano passado, o prefeito Iris Rezende (PMDB) não concedeu reajuste da data-base aos servidores da prefeitura. A única categoria que recebeu o ajuste feito com base na inflação, foram os professores. Os administrativos da Educação, por sua vez, chegaram a receber o reajuste acordado de 2,94% por três meses (maio, junho e julho), mas depois o valor foi cortado e os salários voltaram a serem pagos como no começo do ano.

Isso porque em agosto, o Paço “percebeu” que pagava a data-base de 2016 de forma ilegal, pois não havia encaminhado projeto de lei para a Câmara Municipal, nem publicado decreto. Assim, o salário referente àquele mês, pago em setembro, foi reduzido e assim vem sendo desde então.

Piso dos professores

Outra questão abordada pelo secretário Marcelo da Costa nesta terça-feira (9) foi o pagamento do reajuste do piso salarial dos professores, anunciado pelo governo federal no final de dezembro. Segundo ele, o aumento de salário da categoria não precisa passar pela Câmara Municipal.

“O piso estipulado pelo governo federal já está em discussão para que possamos fazer o cumprimento normal da lei. Em Goiânia, depende da administração verificar se o aumento fere o limite prudencial, se não fere a lei de responsabilidade fiscal. Feita essa verificação, em seguida podemos fazer o pagamento”, explicou. 

Portaria assinada pelo ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), estabelece que o piso salarial de professores com jornada de 40 horas semanais passará para R$ 2.455,35, um reajuste de 6,81% em relação ao piso de 2017. Segundo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), o valor representa um ganho real de 3,9% para os professores.

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