Secretário de Saúde e enfermeiras de Santa Rita do Novo Destino são denunciados por desvio de vacinas contra a Covid-19

Envolvidos também são acusados de terem inserido dados falsos em sistema de administração pública 

MP-GO denuncia três pessoas por desvio de vacinas em Santa Rita do Novo Destino. | Foto: Marcel Ávila/Agência Câmara de Notícias

O Ministério Público de Goiás (MP-GO), denunciou o secretário municipal de saúde de Santa Rita do Novo Destino, Marcelo Gomes de Moraes e as enfermeiras Isaura Vieira da Cunha e Ladyanne Araújo, pelo desvio de imunizantes contra a Covid-19. Os três já tiveram bens que somam o valor total de R$ 50 mil bloqueados liminarmente.

O promotor de justiça Tommaso Leonardi alerta também para o fato de que os envolvidos inseriram dados falsos em um sistema de administração pública, a fim de obterem vantagem indevida para outras pessoas. Os critérios definidos para a vacinação contra a covid-19 seguiam as disposições que já haviam sido estabelecidas pelo Plano Nacional de Imunização, sendo que os primeiros a serem vacinados deveriam ser os profissionais de saúde que atuam na linha de frente, idosos acamados ou que vivem em instituições e também todos os maiores de 90 anos. 

No entanto, foi constatado que as enfermeiras Isaura Vieira da Cunha e Ladyanne Araújo, teriam desviado essas vacinas sob a alegação de que algumas doses estariam sobrando e que diante disso, o secretário Marcelo Gomes de Moraes teria determinado a realização de busca ativa para a aplicação dos imunizantes em questão. 

Teriam recebido as doses desviadas os cidadãos: João Ferreira de Sousa, de 47 anos, irmão da primeira-dama de Santa Rita do Novo Destino; a servidora pública aposentada Joana D’Arc Rosa, de 71 anos; o técnico de informática e atual controlador interno municipal, Edimar Ribeiro Mendonça, de 39 anos; e o ex-vereador e atual secretário de Transportes do município, Vanderlei Raimundo Soares, de 47 anos. Todos foram registrados no sistema como funcionários da área da saúde. 

Tommaso Leonardi afirma que as pessoas vacinadas possuíam algum tipo de relacionamento com a administração pública, seja pelo cargo que ocupavam, seja pelo contato próximo com algum gestor, o que possibilitou que “furassem” a fila da vacinação. O promotor de justiça alega ainda que os beneficiados com o desvio das vacinas não serão denunciados por enquanto, uma vez que a investigação apontou que eles foram vacinados a convite do secretário de saúde do município e das enfermeiras em questão. 

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