Secretaria de Segurança Pública repudia violência em protestos na Praça Cívica

Nota divulgada à imprensa chama de “ação criminosa” os atos de protesto que terminaram em confronto entre polícia e manifestantes

Protesto terminou em confursão com várias pessoas feridas | Foto: Humberto Silva / Comunicação PM5

Protesto terminou em confursão com várias pessoas feridas | Foto: Humberto Silva / Comunicação PM5

A Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP) de Goiás,divulgou na manhã desta sexta-feira (20/5) um nota em repúdio à atos violentos que aconteceram na Praça Cívica na tarde da última quinta-feira (19/5), quando confronto entre polícia e manifestantes deixou várias pessoas feridas.

Os manifestantes dizem que reivindicavam audiência com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Científico e Tecnológico, Agricultura, Pecuária e Irrigação (SED), Thiago Peixoto (PSD) para a entrega de um documento. No entanto, Peixoto reassumiu o mandato de deputado federal em abril e não mais responde pela SED.

Segundo os organizadores do protesto, cerca de 300 pessoas fecharam a rua em frente ao Palácio Pedro Ludovico Teixeira contra a militarização e a gestão compartilhada por Organizações Sociais em unidades da rede estadual de ensino.

Segundo a polícia, o confronto com os manifestantes teve início depois que uma bomba caseira, conhecida como coquetel molotov, foi lançada contra um ônibus. Uma equipe do Corpo de Bombeiros conseguiu apagar o princípio de incêndio no veículo coletivo e evitar sua explosão.

Várias pessoas ficaram feridas, entre elas três agentes da polícia militar. Ao final, a polícia prendeu duas pessoas ligadas à manifestação e apreendeu dois menores de idade. Todos foram conduzidos à Central de Flagrantes

Confira na íntegra a nota a SSPAP:

NOTA OFICIAL – SSPAP

A Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária vem, de público, repudiar atos de vandalismo praticados por integrantes de movimentos irresponsáveis que agiram com extrema violência no final da tarde de quinta-feira (19/05), na Praça Cívica. Mascarados atearam fogo em pneus para impedir o tráfego de veículo em horário de rush.
Inicialmente, as forças policiais se posicionaram com a finalidade de proporcionar e assegurar o direito à livre manifestação, quando foram atacadas. Três policiais militares estão feridos: o supervisor do Comando de Policiamento da Capital (CPC), capitão Paulo de Oliveira Arraes, levou uma pedrada na testa e se submeteu a um procedimento cirúrgico. O sargento Reginaldo Alves Ribeiro sofreu queimaduras no braço. O cabo Dureis Manoel dos Santos teve o rosto queimado.
Numa ação criminosa, vândalos lançaram coquetel molotov em ônibus. Não fosse a ação providencial de equipe do Corpo de Bombeiros, as chamas teriam se alastrado pelo veículo, colocando em risco a vida de passageiros e transeuntes.
São ações criminosas que resultaram em lesões corporais, danos ao patrimônio público e privado, além de aliciamento de menores, sendo que dois estão apreendidos. Foram detidos também Raphael de Oliveira Santiago, de 23 anos, e Pedro Henrique Linhares, de 20 anos.
A SSPAP reafirma que continuará a garantir o livre direito à manifestação dentro dos princípios constitucionais, mas será intransigente e reprimirá com veemência todas as formas de abusos, excessos, vandalismo, violência e quebra da ordem.
Ao mesmo tempo, tomará as providências cabíveis para que os envolvidos nas ações criminosas desta quinta-feira respondam por seus atos perante a Justiça. Nossa sociedade não aceita nenhum tipo de conivência com atos de agressões coordenados por movimentos que não possuem compromisso com a defesa das instituições e do processo democrático.

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