Secretária de Saúde cancela reunião com médicos “demitidos” e categoria planeja ato

Sem respostas da gestão Iris, profissionais devem comparecer à sessão da Câmara Municipal nesta terça (28) 

Prevista para a tarde desta segunda-feira (27), a reunião da secretária municipal de Saúde, Fátima Mrué, com os médicos que tiveram seus contratos rescindidos pela pasta foi cancelada pela titular, informou à reportagem um dos representantes de comissão formada pelos profissionais de saúde.

Sem respostas, os médicos devem se manifestar durante sessão na manhã desta terça-feira (28) na Câmara Municipal como forma de pressionar a gestão do prefeito Iris Rezende (PMDB) a abrir diálogo.

Conforme noticiou o Jornal Opção ainda nesta segunda, profissionais relatam que vêm sofrendo ameaças por meio de mensagens no WhatsApp de pessoas ligadas à administração. O recado é que, caso não compareçam às unidades de saúde, os médicos podem se tornar alvos de retaliação e serem impedidos de renovar contrato com a pasta. Acontece que os profissionais alegam estar, em teoria, dispensados do serviço, uma vez que tiveram os contratos rescindidos.

“As ameaças são para quem faltar os plantões. Falam que não será permitido renovar os contratos e que vão nos acionar juridicamente. É uma forma de terrorismo para que a gente aceite os termos da prefeitura”, relatou um médico ouvido pela reportagem e que preferiu não se identificar, justamente por receio de retaliação.

Publicada no Diário Oficial de quinta-feira (23), a ordem para a “demissão em massa” fez com que a categoria se mobilizasse na tentativa de negociação com a gestão Iris. Segundo a SMS, para continuar atuando no município, os médicos dispensados devem procurar a secretaria para aderir a um novo tipo de acordo contratual, o qual a categoria rejeita.

Entre os pontos considerados prejudiciais pelos médicos no novo contrato, estão o estabelecimento de multas em caso de faltas, a redução de salário em termos reais e a impossibilidade de escolha do local de trabalho. A categoria reforça que não está atrás de reajuste salarial, e sim de condições mais dignas de trabalho.

Enquanto isso, a Secretaria Municipal de Saúde insiste no argumento de que não houve demissões, apenas uma mudança contratual, a qual os profissionais podem acatar até o fim dessa semana.

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