Secretária da Economia diz que incentivos fiscais a indústrias não geram empregos

Titular destaca que setor que mais cresceu foi o de Serviços enquanto indústria apresentou queda de 4,5%

Secretária da Economia, Cristiane Schmidt | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

A secretária da Economia, Cristiane Schmidt, disse, na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), nesta quarta-feira, 20, que não vê relação da taxa de desemprego com a redução dos incentivos fiscais. Para ela, é falacioso pensar que a indústria gerou empregos, já que o setor apresentou queda de 4,5% em 2018.

“Tivemos uma queda na taxa de desemprego, sim, mas não foi porque tivemos mais indústrias aqui, até porque o que cresceu foi o setor de Serviços”, explicou. Na manhã desta quarta, 20, trabalhadores da Mitsubishi de Catalão protestaram contra demissão em massa de 200 pessoas e alegam que a redução de incentivos tenha motivado a empresa a fazer esse corte.

Em vídeo, um dos servidores pede: “Governador Caiado, o senhor tirou os incentivos dessa montadora, eles representam R$ 80 milhões de reais, a folha de pagamento da Mitsubishi é R$ 9 milhões de reais, ou seja, o senhor está tirando uma folha a mais por mês dessa empresa, se o senhor usar a inteligência, o senhor assina os incentivos com a prerrogativa de que não haja demissões até o fim de 2019”.

Plano de Recuperação

Cristiane ainda reiterou o interesse em entrar no Plano de Recuperação Fiscal do Governo Federal. “Não é que o Governo vai dar um dinheirinho para Goiás. É que hoje se eu for ao banco pegar um empréstimo eu pago taxa de cheque especial, o que é muito ruim para o Estado. O que eu gostaria era de pegar um empréstimo a taxas razoáveis, para isso precisa de ter a garantia da União”, explicou.

Ela também detalhou que o contrapartida pedida é de um compromisso da gestão em reduzir as despesas em 4 anos. “Por isso que já estamos estudando a parte da previdência que é o nosso maior déficit estrutural”, afirmou.

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Marcos

Sim, o setor de serviços gera uma significativa demanda por mão de obra, no entanto, sem empresas, sem empregados e suas respectivas famílias e, conseqüentemente, sem pessoas, dessa forma, setor de serviços vai se destinar a quem? Aos burocratas do governo?