Secima e UFG assinam ordem de serviço para o Plano de Bacias Hidrográficas

Segundo entidades, objetivo é estudar quatro leitos da capital para traçar o diagnóstico, os cenários futuros e indicar as ações e metas para os próximos 20 anos de gestão

Da esquerda para a direita, Paulo Humberto Magalhães, superintendente executivo de Ambiente e Recursos Hídricos da Secima; secretário Hwaskar Fagundes; reitor da UFG, Edward Madureira; e diretor executivo da Fenape, Orlando Amaral | Foto: Fernanda Carvalho

O secretário da Secima, Hwaskar Fagundes, o reitor da Universidade de Federal de Goiás (UFG), Edward Madureira, e o diretor executivo da Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape), Orlando Amaral, assinaram a ordem de serviço do Plano de Bacias Hidrográficas de Goiás nessa sexta-feira (14/9).

Na reunião, realizada no Gabinete do titular da Secima no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, estiveram presentes membros do grupo de trabalho responsável pela elaboração do Plano e os representantes dos Comitês das Bacias Hidrográficas (CBH).

Na ocasião, o titular da Secima afirmou que o Plano de Bacias é um instrumento de políticas públicas que irá estudar quatro bacias (do Baixo Paranaíba, do Rio dos Bois, do Rio Meia Ponte, e dos rios Corumbá, Veríssimo e São Marcos). O prazo de elaboração do Plano de Bacias Hidrográficas é de 18 meses.

“O Plano vai traçar o diagnóstico, os cenários futuros e indicar as ações, diretrizes e metas para os próximos 20 anos de gestão”, disse. “O planejamento deverá garantir a qualidade e a quantidade de água para as futuras gerações, e este será um dos maiores legados desta gestão”, enfatizou Hwaskar Fagundes.

Papel social

Para o reitor da UFG, a elaboração deste Plano significa o cumprimento do papel social da Universidade. “Este projeto da Secima, a ser elaborado pela UFG, será um trabalho científico histórico para Goiás. A Universidade está a serviço do desenvolvimento do Estado”, disse Edward Madureira.

De acordo com o diretor executivo da Funape, Orlando Amaral, este é mais um dos 380 projetos de pesquisa desenvolvidos atualmente pela Fundação. “Desde a sua criação em 1981, a Funape tem sido o braço operacional da UFG”, afirmou Orlando Amaral.

O professor Kléber Formiga, responsável pela execução do Plano de Bacias Hidrográficas, afirmou que a necessidade da elaboração deste Plano é recente. De acordo com ele, Goiás não enfrentava problemas de escassez de água até pouco tempo, mas a partir do uso intenso, do desabastecimento das cidades e das restrições, foi se tornando necessário um planejamento do uso das bacias. “Este planejamento, que iremos começar a partir de agora irá nortear e estabelecer critérios para a gestão da água, inclusive no que diz respeito às outorgas”, explicou.

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