“Se tiver vídeo, eu renuncio”: Magno Malta nega agressão a técnica de enfermagem e fala em “calúnia deslavada”
02 maio 2026 às 19h13

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O senador Magno Malta (PL) voltou a se manifestar, nesta tarde de sábado, 2, após ser acusado por uma técnica de enfermagem de agressão durante um exame no Hospital DF Star, em Brasília. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar negou qualquer violência, classificou o caso como uma tentativa de atingir sua reputação e afirmou que abriria mão do mandato caso haja prova do que foi relatado.
“Se encontrar algum vídeo meu batendo no rosto da enfermeira, quebrando o óculos dela, eu renuncio ao meu mandato”, disse. Em outro trecho, reforçou: “Eu nunca toquei a mão em ninguém. A minha vida foi defender crianças, defender mulheres”.
Na gravação, Malta afirma que o episódio foi “absolutamente alguma coisa armada, programada, numa tentativa de destruir reputação” e diz interpretar a situação como uma “guerra espiritual”. O senador também classificou a denúncia como “mentira deslavada” e “calúnia deslavada”.
“Agora encontre a imagem, eu batendo no rosto da enfermeira, que eu vou renunciar meu mandato, de vergonha, e vou enfiar minha cara no chão”, declarou. Ele ainda acrescentou que se sentiria envergonhado “diante das filhas e netas” caso a acusação fosse comprovada.
O parlamentar afirmou que segue internado no hospital e relatou complicações durante o exame. Segundo ele, o contraste teria sido aplicado de forma incorreta, fora da veia, o que provocou dor e inchaço. “Todo o contraste foi colocado dentro do meu braço, porque eu não estava na veia”, disse, ao mostrar o local afetado.
Malta também afirmou que o procedimento foi refeito por outro médico. “Trouxeram um outro especialista, que conseguiu fazer o acesso corretamente”, declarou.
Relembre o caso
A denúncia foi registrada na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) por uma técnica de enfermagem que atuava no atendimento. De acordo com o boletim de ocorrência, a profissional identificou um problema no fluxo do contraste durante o exame e entrou na sala para verificar a situação.
Segundo o relato, ao informar que seria necessário intervir no local, o senador teria reagido e atingido o rosto da trabalhadora com um tapa, danificando seus óculos. A técnica também afirmou ter sido alvo de ofensas verbais. Após o episódio, ela deixou o ambiente e acionou outros profissionais.
O senador havia sido internado após passar mal ao chegar ao Congresso Nacional, onde participaria de sessão que analisou o veto presidencial ao projeto da dosimetria de penas.
Em manifestações anteriores, Malta chegou a mencionar falha no procedimento. Posteriormente, passou a negar a agressão. Em nota, afirmou que deixou a sala após sentir dores e questionou a versão apresentada pela profissional.
A defesa do senador sustenta que houve erro técnico na administração do contraste, o que teria causado extravasamento, com consequências clínicas no braço direito. Os advogados também afirmam que ele estava sob efeito de medicação e em quadro de dor, e classificam a denúncia como distorcida. A equipe jurídica avalia possíveis medidas judiciais.
O Hospital DF Star informou que abriu procedimento interno para apurar o caso e que presta suporte à colaboradora. O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) afirmou que acompanha a situação e destacou que casos de violência contra profissionais de saúde devem ser rigorosamente investigados. A Polícia Civil do Distrito Federal investiga o caso.
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