“Se no lugar de Moro estivesse um deputado ou senador ele já teria sido cassado e preso”, diz Alcolumbre

Para ele, se troca de mensagens for verdadeira, Moro ultrapassou o limite ético da profissão. No entanto, reconhece a necessidade de cautela

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP)

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) comentou a suposta conversa do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, com procuradores do Ministério Público Federal (MPF) durante a condução das investigações da Operação Lava Jato e divulgadas pelo site The Intercept Brasil.

Na visão do parlamentar, se essas mensagens divulgadas forem, de fato, “verdadeiras” o ex-juiz e atual ministro teria ultrapassado o limite ético da profissão. As declarações foram ditas durante um jantar promovido pelo jornal digital Poder360.

Alcolumbre, no entanto, lembrou que não é possível saber se a troca de mensagens é, de fato, verdadeira. Como justificativa, o parlamentar ressaltou um episódio protagonizado por ele recentemente. Disse, na ocasião, que mensagens foram atribuídas à ele por um perfil fake no Twitter. Foi aí que o presidente do Senado, segundo reportagem da UOL, teria dito que aprendeu a ter cautela antes de qualquer julgamento.

Porém, para ele, se a situação tivesse ocorrido com algum deputado ou um senador, este já teria sido “cassado, preso e nem precisava provar se tinha hacker ou não”, disparou.

Sobre a criação de uma CPI para investigar o ministro, Davi Alcolumbre garantiu, segundo a reportagem, que trabalhou pessoalmente para que não fosse instalada. A justificativa utilizada para convencer os demais colegas de Parlamento foi de que esta não é a agenda de um país repleto de “desempregados, pessoas precisando de hospitais, médicos”, pontuou.

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