Cabo Senna defende movimento dos policiais  no Ceará: “Não era uma greve, mas sim um aquartelamento em busca de direitos”

Cabo Senna – Foto: Fernando Leite | Jornal Opção

Durante a sessão ordinária desta quinta-feira, 27, o vereador Cabo Senna (Patriota) fez duras críticas ao senador licenciado Cid Gomes (PDT), de 56 anos, que foi atingido por um disparo na cidade de Sobral, no interior do Ceará, no dia 19 de fevereiro. “Bem feito, ele ter levado aqueles dois tiros. Se fosse aqui em Goiânia eu teria prazer de homenageá-lo por ter salvo a vida do próprio Cid e de muitos pais de família”, explica Senna.

“Ele [Cid Gomes] cometeu um desatino tão grande, uma irresponsabilidade. A greve é resultado da falta de compromisso dele com os policiais, pois enquanto era governador fez um acordo com a categoria que não foi cumprido em sua integralidade”, afirma o vereador. “E quem ele pensa que é para negociar? Governador, secretário de Segurança pública?”, indaga.

Ao Jornal Opção, o parlamentar reafirmou seus argumentos em defesa do policial que atirou contra Cid, no momento em que ele avançava na direção de uma retroescavadeira contra o portão de um quartel da Polícia Militar. No local, estavam policiais mascarados e familiares. “Se ele tivesse avançado poderia ter matado policiais, e com certeza, ele também morreria com muitos tiros”, avalia.

Cid Gomes | Foto: Reprodução

Para o vereador, o movimento dos policiais não era uma greve, mas sim um aquartelamento em busca de direitos. “Aí chega o Cid dirigindo um trator que ele sequer tem habilitação para conduzir, e que estava prestando serviços para a prefeitura administrada pelo seu irmão, dando ordens aos policiais”, defende Senna.

De acordo com o parlamentar, a atitude de Cid foi um desrespeito “dentro da casa” dos policiais, digna de um coronel: “Após cinco minutos, entrou com um trator sem se importar com os policiais, crianças e esposas”. Em seguida, Cabo Senna acusa Cid Gomes de também estar portando uma arma de fogo, e de ter disparado contra os policiais. “Mas isso a imprensa não mostra”, reage. “Se eu estivesse ali não atiraria no peito, atiraria na cabeça de Cid Gomes para cessar a agressão injusta”, completa.

O vereador que é militar relatou ainda que já teve a oportunidade de ficar cara a cara com um perpetrador com uma arma apontada para a cabeça de um refém por 24h. “Durante essa ação, a polícia teve diversas oportunidades de matar o bandido e não o fez, para garantir a integridade não apenas da vítima, mas também do criminoso. Porque ele tem que sofrer, muitas vezes o tiro não é suficiente para que ele pague”, conclui.