“Se a chuva vier, teremos uma aliviada”, diz presidente do comitê do Rio Meia Ponte

Objetivo é manter a vazão do rio acima dos 1.500 litros por segundo. Havendo sucesso, o rodízio está dispensado

Foto: Reprodução

Conforme mostrado constantemente pela reportagem do Jornal Opção, a preocupação com o meio ambiente e, consequentemente, com os níveis críticos de água apresentados pela bacia do Rio Meia Ponte tem se mostrado cada dia mais latente.

Acontece que o Estado enfrenta dias difíceis. Aliás, meses. A sequidão atrelada à baixa umidade do ar tem castigado a vida e o solo dos goianos há pouco mais de quatro meses. Para ser mais preciso, há exatos 124 dias não chove. O último registro de precipitação foi em 17 de maio.

À reportagem, o Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CMBGO) destacou que a próxima chuva deve chegar apenas na segunda quinzena de outubro. A informação preocupa não só a corporação — que tem sofrido com índices exorbitantes de queimadas — mas também os cidadãos que residem na capital e região metropolitana, haja vista que o agravamento da situação pode implicar na distribuição de água por rodízio.

Boas novas

Por sorte, o presidente do Comitê da Bacia do Rio Meia Ponte, Fábio Camargo, relatou que, em reunião com a secretaria de Meio Ambiente, foi divulgada uma boa notícia: “Anunciaram a chegada de uma chuva que não estava programada para o próximo dia 25”.

Fábio Camargo é presidente do Comitê da Bacia do Rio Meia Ponte / Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

“Se a chuva realmente vier, teremos uma aliviada. De qualquer forma não podemos deixar de fazer nossa parte”, disse Camargo. O presidente frisou que apesar da boa notícia, o comitê tem conversado constantemente com a sociedade: “o momento é de guerra”.

Segundo Camargo, 70% da água da bacia é destinada ao consumo humano. “O resto é dividido para indústrias, agricultores, pecuaristas e outros segmentos. Se fizermos uma economia, passaremos por esse período com menos sofrimento. No entanto, se não entendermos a gravidade disso podemos enfrentar os próximos 30 dias com muita dificuldade”, pontuou.

O grupo de trabalho, segundo ele, tem se reunido constantemente com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente na intenção de buscar soluções que amenize o sofrimento deste período.

Situação

Para evitar o temido rodízio, há dez dias o governador Ronaldo Caiado (DEM), juntamente com a secretária de Meio Ambiente, Andréia Vulcanis, abriu o primeiro reservatório de água para garantir o acréscimo na vazão do rio Meio Ponte.

Quatro dias depois, lá estavam as equipes da Semad realizando a abertura da segunda barragem. As ações fazem parte do plano emergencial adotado pelo Governo de Goiás, que também reduziu as outorgas de captação em 50% e reviu os horários de irrigação ao longo da Bacia do Meia Ponte.

O objetivo é manter a vazão do rio acima dos 1.500 litros por segundo. Havendo sucesso, o rodízio está dispensado. No último domingo, a vazão foi de 2.122 por segundo.

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