Caiado fala em propor corte de 100% das emendas impositivas em eventual governo
20 setembro 2026 às 17h02

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O candidato à presidência Ronaldo Caiado (PSD) defendeu, neste domingo, 20, durante caminhada pela Avenida Paulista, em São Paulo, a suspensão integral das emendas parlamentares impositivas. A medida faz parte de um pacote de ajuste fiscal do candidato, que inclui ainda corte de 25% nos gastos dos Poderes e órgãos independentes e revisão dos incentivos fiscais concedidos no país.
O goiano propõe uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de caráter transitório por dois anos, para limitar o crescimento dos gastos do governo a, no máximo, metade da expansão do PIB. Segundo ele, a contenção das despesas abriria caminho para reorganizar as contas públicas sem cortes sobre trabalhadores, aposentados e beneficiários de programas sociais.
“Já priorizei quais os cortes que darei: 100% das emendas parlamentares impositivas. Revisão de todos os incentivos fiscais que são concedidos no Brasil”, afirmou. Caiado também citou uma redução de 25% nas despesas dos Poderes e órgãos independentes.
Outra proposta seria utilizar ferramentas de inteligência artificial para auditar programas federais e verificar a destinação e os resultados dos recursos públicos. “Fazer uma auditoria através de plataformas com Inteligência Artificial sobre toda a distribuição que está sendo feita em programas de governo para saber se aquilo está cumprindo a sua função necessária”, disse.
Caiado também relacionou o atual patamar dos juros ao nível das despesas públicas. Para o goiano, a atuação do Banco Central responde à política fiscal adotada pelo governo. “O Banco Central simplesmente regula o juro de acordo com o gasto do governo. Ele é consequência, não é a causa. Se o governo gasta irresponsavelmente, o BC aumenta [a taxa de juros] para que a inflação não seja galopante”, disse.
O presidenciável afirmou ainda que seu plano poderia levar os juros a 7% e a inflação para uma faixa entre 3,5% e 4%.


