Se concretizar, fusão entre DEM e PSL criará maior partido do país; tratativas avançam

Siglas estão prestes a dar últimos passos. União incomoda Palácio do Planalto

Delegado Waldir Soares (PSL) e Ronaldo Caiado (DEM) | Foto: Reprodução

O DEM e o PSL se articulam para a fusão. Depois de meses de negociação, as siglas devem formalizar o compromisso até outubro. Caso se concretize, será o maior partido político do país. A união dos dois incomoda o Palácio do Planalto.

A motivação para fusão é um jogo de ganha-ganha para ambos os lados. Desde a saída do presidente da república do partido, o PSL ficou rachado. Caso a sigla se una ao DEM, apoiadores de Bolsonaro, como Carla Zambellli e Bia Kicis devem migrar para outra legenda.

De outro lado, o DEM enxerga na fusão fôlego financeiro para lutar contra o processo de esvaziamento recente. Enquanto a sigla recebeu R$120 milhões do fundo eleitoral em 2020, o PSL recebeu R$200 milhões. A soma dos dois resultará em um total de R$320 milhões.

Com nomes importantes como ACM Neto, Ronaldo Caiado e Rodrigo Pacheco, o DEM faz as tratativas com forte expressão. Enquanto o presidente do Senado é um provável candidato a presidência e o ex-ministro da saúde, Henrique Mandetta, é um plano B, o PSL tem o apresentador José Luiz Datena como quem almeja o cargo do executivo federal. A intenção das siglas é lançar uma terceira via, para fazer frente a bolsonaristas e lulistas.

A união incomoda Bolsonaro, atualmente sem partido.

Fonte: O Globo

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