Saúde está sendo prejudicada por falhas no fornecimento de energia elétrica pela Enel, diz Ahpaceg

Segundo Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás, problema causa transtornos e prejuízos às instituições

Sala de cirurgia de um dos hospitais associados da Ahpaceg | Foto: Reprodução

A Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg) alerta que as constantes oscilações e falhas no fornecimento de energia elétrica pela Enel têm afetado a área da saúde. Isto porque, mesmo equipados com geradores, os 33 hospitais de grande porte representados pela associação têm sido penalizados pela queima de aparelhos de alto custo, e o aumento da manutenção de equipamentos, como aparelhos de ar-condicionado e elevadores.

Segundo a Ahpaceg, somente nos dois últimos dias, dois grandes hospitais em Goiânia tiveram seus tomógrafos danificados em decorrência de oscilações no fornecimento de energia. A associação informou que está encaminhando ofícios ao governo do Estado e à diretoria da Enel solicitando soluções imediatas para o problema, que, “além de causar transtornos e prejuízos às instituições, ameaça a segurança e a resolutividade do atendimento prestado, podendo, por exemplo, retardar a realização de exames”.

A reportagem entrou em contato com a Enel Goiás, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. A reportagem poderá ser atualizada.

Os hospitais associados da Ahpaceg

Goiânia

CDI
Cebrom
Clínica da Imagem
Clínica São Camilo
Clínica São Marcelo
CRD Medicina Diagnóstica
Hemolabor
IHG
Hospital Amparo
Hospital Clínica do Esporte
Hospital do Coração de Goiás
Hospital do Coração Anis Rassi
Hospital da Criança
Hospital de Acidentados
Hospital Infantil de Campinas
Hospital Ortopédico de Goiânia
Hospital Premium
Hospital do Rim
Hospital Samaritano de Goiânia
Hospital Santa Bárbara
Hospital Santa Helena
Hospital São Francisco de Assis
Hospital da Visão
Instituto de Neurologia de Goiânia
Instituto Ortopédico de Goiânia
Instituto Panamericano da Visão
Maternidade Ela
Oncovida

Anápolis

Hospital Evangélico Goiano

Aparecida de Goiânia

Hospital Santa Mônica

Catalão

Hospital Nasr Faiad
Hospital São Nicolau

Rio Verde

Hospital Santa Terezinha

Em nota a Enel se posicionou:

A Enel Distribuição Goiás informa que entrou em contato com a Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg) na manhã de hoje (23) para verificar as reclamações e providenciar as devidas soluções. A empresa esclarece que hospitais, clínicas e outras instituições ligadas à saúde são mapeadas e cadastradas como clientes com atendimento prioritário em casos de falhas no fornecimento de energia. A distribuidora acrescenta que manterá contato direto com a Ahpaceg para atender às solicitações da associação e garantir a qualidade e a confiabilidade do serviço.

 

A distribuidora acrescenta que tem um plano robusto de investimento em curso e tem trabalhado para a melhora constante da qualidade do fornecimento de energia em todo o Estado de Goiás. A companhia ressalta que está seguindo um cronograma de obras e manutenções definido no plano de ações da empresa e acordado com o Ministério de Minas e Energia, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o governo estadual. A empresa reforça que obras importantes já foram antecipadas, como a instalação de um novo transformador na subestação de Trindade que vai dobrar a capacidade da potência instalada, beneficiando cerca de 165 mil clientes da Região Metropolitana e atendendo a crescente expansão do município de Trindade. A companhia acrescenta que estão previstas para esse ano as entregas de duas novas subestações nos municípios de Anápolis e Mineiros, reforçando o compromisso da Enel com o Estado de Goiás.

 

A Enel informa, ainda, que em 2017 e 2018, investiu 3,5 vezes mais na rede elétrica de Goiás (cerca de R$ 750 milhões ao ano) do que a média anual realizada nos 10 anos anteriores no período em que a companhia era estatal. A empresa reforça que, a partir dos investimentos e manutenções já realizados pela companhia, a duração das interrupções de energia (DEC), reduziu de 32 horas em 2017, para 23 horas em 2019. A frequência das interrupções de energia (FEC) também foi substancialmente reduzida, passando de 18 vezes em 2017 para apenas 11 vezes em 2019, uma melhora de aproximadamente 40%, alcançando os melhores índices históricos da companhia.

 

 

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