Sargento da PM tem prisão decretada por crime sexual em Mineiros

Crime ocorreu em abril deste ano, em Mineiros, depois de abordagem na porta de bar em que mulher estava em estado de embriaguez

A Justiça Militar decretou a prisão preventiva do sargento da Polícia Militar, Bruno Rocha Prado, denunciado por atentado violento ao pudor, em razão de, em serviço, ter constrangido uma mulher, mediante grave ameaça, para que ela praticasse ato libidinoso diverso da conjunção carnal. O pedido foi feito pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), através do Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial (NCEAP). O MPGO também denunciou o cabo José dos Reis Gonçalves por deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, para satisfazer interesse pessoal.

O crime ocorreu n dia 03 abril deste ano, em Mineiros. Segundo apuração, Bruno Rocha Prado e José dos Reis Gonçalves, em patrulhamento de rotina, abordaram uma mulher, que estaria embriagada, com seu carro parado na porta de um bar. Ela estava dentro do veículo, limpando o ferimento na perna provocado pela queda do copo em que bebia. O sargento se ofereceu para levar a mulher, dirigindo seu automóvel, até a casa em que ela morava. Segundo o MPGO, embora a mulher estivesse embriagada, o policial militar não fez o registro da ocorrência. Ele apenas a repreendeu e se ofereceu para levá-la em casa.

Inicialmente, a vítima recusou a oferta, mas, diante da insistência e receosa pelo fato de ter bebido, aceitou a oferta. O sargento Bruno Rocha Prado, então, entregou a condução do carro policial ao cabo José, que não tem habilitação, e assumiu a direção do veículo da mulher. No percurso até a casa dela, de acordo com a denúncia, ele se aproveitou de seu estado de fragilidade e acariciou suas pernas. A vítima afastou a mão do policial.

Ao chegarem na residência, detalha a denúncia, a vítima desceu do carro e tentou entrar no imóvel, mas foi seguida por Bruno Rocha Prado, que forçou a entrada. Em seguida, conduziu a mulher para o quarto, retirou sua roupa íntima e praticou os atos libidinosos. Segundo a denúncia, enquanto Bruno Rocha Prado atentava contra a liberdade sexual da vítima, o cabo José dos Reis Gonçalves ficou dentro do carro policial, estacionado na porta da residência por cerca de dez minutos.

Para o MPGO, os elementos probatórios comprovam, de forma objetiva e clara, a materialidade e a autoria dos crimes. A denúncia destaca que, nos crimes contra a liberdade sexual, a palavra da vítima detém especial relevância, uma vez que esses delitos normalmente são cometidos às escondidas, com uso de violência e grave ameaça, como meios de calar a pessoa agredida.

A vítima, em todas as oportunidades em que foi ouvida, prestou declarações coerentes e não alterou sua versão. Além disso, sempre afirmou que sargento Bruno ficou em sua residência por cerca de 10 a 15 minutos, alegação confirmada pelos dados de georreferenciamento do carro policial.

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