São Paulo terá fogos de artifício sem barulho, em Goiânia projeto semelhante foi vetado

Com maior tradição, capital paulista avança para reduzir barulho em festas de fim de ano, enquanto Iris mantém Capital goiana atrasada

Divulgação

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou, na terça-feira, 4, que a queima de fogos de artifício no réveillon da Avenida Paulista terá apenas efeitos visuais e não emitirá sons. A decisão respeita lei aprovada neste ano na capital paulista, que proíbe rojões com barulho na cidade.

Em Goiânia, um projeto semelhante tramitou na Câmara, mas foi vetado pelo prefeito Iris Rezende (MDB), que disse que a única coisa que poderia fazer seria “a restrição do uso de fogos de artifícios até determinada intensidade sonora ou no âmbito de determinadas zonas urbanas”. Com isso, a Prefeitura ignora os apelos da população pelo bem-estar de cachorros, idosos e autistas, que são os que mais sofrem com as explosões comemorativas, que, para eles, se tornam pesadelos.

O Projeto de Lei foi apresentado pelo presidente da Câmara Municipal, Andrey Azeredo (MDB) e pelo vereador Zander Fabio (Patriotas), e impedia o uso de fogos de artifícios, bombas, morteiros, busca-pés e demais fogos ruidosos em Goiânia.

Além de São Paulo, Campinas, Santos, Londrina e Florianópolis são mais exemplos de cidades que aderiram a propostas de lei parecidas. Em São Paulo, a medida foi adotada antes mesmo da vigência da lei, já que o Sindicato das Indústrias de Explosivos do Estado de Minas Gerais (SindiEMG) conseguiu anular, por ora, os efeitos da norma por meio de liminar no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Mesmo assim, a gestão de lá toma medidas que contribuem para a redução dos ruídos nas festividades.

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