Sandro Mabel diz que “dobradinha” PMDB-DEM será mantida em 2016 e 2018

Como Caiado não será candidato em 2016, PMDB pode aceitar apoiar democrata ao governo. Mas primeiro, iristas terão de resolver equação Daniel Vilela/Friboi

montagem caiado sandro mabel

Senador Ronaldo Caiado (DEM) e ex-deputado federal Sandro Mabel (PMDB), que foi ao evento da Fieg representando o democrata / Fotos: Fernando Leite/ Jornal Opção

Em cerimônia de posse da nova diretoria da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), na noite da última segunda-feira (2/3), o ex-deputado federal Sandro Mabel (PMDB), que foi para representar o senador Ronaldo Caiado (DEM), afirmou que aliança entre PMDB e DEM já é uma certeza.

Questionado se Caiado é o candidato da coligação para o governo de Goiás em 2018, o peemedebista soltou um “não sei”, mas garantiu: a tendência é seguir o sistema “dobradinha” — isto é, o DEM apoia um candidato do DEM em um dos pleitos, e no próximo o contrário.

Com o nome sendo cogitado para o governo em 2018, Caiado garantiu recentemente que não é uma possibilidade ser candidato a prefeito em 2016. Se assim for, o DEM poderá apoiar um candidato do PMDB para a prefeitura no próximo ano, e em 2018 o PMDB pode apoiar um nome do DEM — que seria Caiado.

Daniel Vilela para o governo

Dentro desta perspectiva, entretanto, um nome vem sendo lembrado — o do deputado federal Daniel Vilela (PMDB), filho do prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela (PMDB). O parlamentar peemedebista disse ao Jornal Opção Online no último dia 20 que não havia sido convidado aos encontros do PMDB com o senador goiano.

O deputado disse ainda que o foco não deve ser apenas Caiado. “Não é exclusivamente ele. O DEM representa muito pouco”, sustentou na ocasião em que chamou o DEM de “partido nanico”. O nome de Caiado na coligação trava um embate com o nome de Daniel Vilela, visto dentro do PMDB como possibilidade de renovação da legenda.

No evento da Fieg, Vanderlan Cardoso (PSB) disse: “Esse é o meu candidato a governador para 2018”. Apoio de Vanderlan, que já anunciou que não irá disputar mais eleições pela 3ª via, deixa em evidência possibilidade de uma aliança entre ambos pelo grupo do PMDB que prega a renovação da legenda — diferente do que apoia candidatura de Iris Rezende em 2016.

Recentemente Júnior Friboi disse que o nome de Vanderlan é bem-vindo para disputar a Prefeitura de Goiânia em 2016, e que o PMDB “moderno” gostara de apoiá-lo.

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