Saiba tudo sobre o coronavírus que tem se espalhado pelo mundo

Doença já chegou em pelo menos nove países. Cerca de 600 pessoas foram confirmadas com a doença, que se assemelha a pneumonia. O número de mortos chegou a 18

A nova cepa identificada como 2019-nCoV, diferente da maioria dos outros da família coronavírus, pode ser transmitida de pessoa para pessoa.

A infecção pelo coronavírus pode variar entre uma gripe ou resfriado a uma doença pulmonar grave que se assemelha a uma pneumonia. Capaz de causar febre alta, dores de cabeça e no corpo, lesões pulmonares, dificuldades para respirar e insuficiência renal, a doença pode até ser causar mortes. O tipo que começou a infectar na China, mais precisamente em Wuhan, já se distribuiu por ao menos nove países no mundo, como Coreia do Sul, Tailândia, Japão, Taiwan, Vietnã, Singapura, Arábia Saudita e Estados Unidos. São, no mínimo, 600 casos da infecção confirmados, além de 18 mortos pelo vírus, conforme dados mais recentes.

Estudos da Universidade de Pequim e da Universidade de Bioengenharia de Wuhan investigam de onde pode ter vindo o vírus. Diversas hipóteses de sua origem são estudadas, como carne de morcego e cobras. A ligação do vírus com o mercado de frutos do mar é uma evidência bastante consistente, pois as primeiras vítimas haviam frequentado o local. Pesquisas apontam para a ingestão de animais silvestres possivelmente vendidos lá.

Capacidade de se espalhar

Embora o mercado de Wuhan tenha sido interditado, a lista de vítimas da doença não parou de crescer. Inclusive porque a China é um país grande e com uma enorme densidade populacional, o que facilita a transmissão de novas doenças. Nomeado de 2019-nCoV pelos cientistas, a nova cepa do coronavírus foi descoberto em dezembro do ano passado e rapidamente se espalhou. No Brasil, pelo menos um caso é investigado. Na última terça-feira, 21, uma mulher de 35 anos chegou a uma UPA da Região Centro-Sul de Belo Horizonte, capital mineira, com sintomas semelhantes à doença. Quando informados de sua viagem recente à China, a Secretaria de Saúde do Estado (SES) se alarmou e estuda o caso.

No entanto, o Ministério da Saúde descartou a possibilidade do vírus ter chegado ao Brasil. Isso ocorre porque a mulher esteve em Xangai, não em Wuhan, onde o vírus tem transmissão ativa. Apesar, disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já emitiu nota, na terça, 21, em que não descarta a possibilidade do surto já ter chegado a outros pontos da China e do mundo. Ainda na China, foram interditadas, também, estações de trem que davam acesso às cidades de Wuhan, Huanggang e Ezhou, todas da província de Hubei. Com isso, cerca de quase 20 milhões de pessoas estão isoladas do resto do país.

Reportagem da Veja repercutiu informação da infectologista Mirian Dal Bel que a mortalidade do vírus é de 4%, o que é considerado alto. No entanto, isso não define a gravidade do problema, já que ainda não se sabe o grau de letalidade da doença. “Quem chega ao hospital é quem tem sintomas graves. Pode ser que o que estamos vendo seja a ponta do iceberg e que a quantidade de infectados seja muito maior, mas com sintomas mais brandos”, disse a médica, conforme a publicação.

De acordo com virologistas, a utilização das máscaras não é a maneira mais eficaz de evitar ser infectado por um vírus ou bactéria. As dicas dos especialistas para evitar contrair doenças dessa espécie é lavar as mãos regularmente com água e sabão, evitar tocar os olhos e nariz, além de manter um estilo de vida saudável.

Origem

A família coronavírus é ampla. No entanto, apenas sete espécies (com a recém-descoberta) são capazes de infectar humanos. O vírus também pode ser transmitido a animais de diversas espécies, incluindo bovinos e equinos, cães, gatos e roedores. Pesquisadores realizaram uma análise filogenética 276 genomas de animais que poderiam ter hospedado o vírus. “Os resultados de nossa análise sugerem que a cobra é o reservatório de animais silvestres mais provável responsável pelo atual surto de infecção por 2019-nCoV”, diz o estudo. Acredita-se que a espécie hospedeira seja a Chinese Krait. Caso se confirme as suspeitas, a transmissão do vírus de um réptil para um ser humano sugere fácil adaptabilidade da cepa, pois a transição do sangue frio para o quente não seria tão simples.

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