Sabrina Garcez deve indicar a própria mãe para a Secretaria de Direitos Humanos

Ex-vereadora Cida Garcez deve deixar cargo na Secretaria de Saúde para assumir pasta que era comandada pela ex-vereadora Dra. Cristina, que se desincompatibilizou para concorrer a deputada federal

A vereadora Sabrina Garcez (Republicanos) deve indicar a própria mãe, a ex-vereadora Cida Garcez, como secretária municipal de Direitos Humanos e Políticas Afirmativas, cargo que era ocupado por Dra. Cristina (PDT), que desincompatibilizou para concorrer a uma das 17 cadeiras disponíveis para a Câmara dos Deputados, em Brasília. Com as mudanças no secretariado de Rogério Cruz (Republicanos) em decorrência das eleições, coube para Sabrina, uma das principais aliadas do prefeito, relatora de projetos importantes para o Paço, como o Plano Diretor e o Código Tributário Municipal (CTM), a indicação do nome que substituirá Cristina. Fontes extraoficiais ouvidas pelo Jornal Opção antecipam que vereadora, também pré-candidata a deputada federal, escolheu a mãe.

A ex-vereadora Cida Garcez está empregada no Paço Municipal. Desde outubro do ano passado ocupa um cargo de assessoria especial no gabinete do secretário de Saúde da Capital, Durval Pedroso. Atualmente, a mãe da vereadora recebe salário de R$ 6.721,78, segundo o Portal da Transparência. Na SMDHPA, a remuneração é de R$ R$ 15.619,40, de acordo com o último pagamento feito para Cristina, no mês de março. Sabrina, inclusive, é herdeira política da mãe. Em 2016, Cida Garcêz foi impedida de concorrer, como consta no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ela nem fez campanha, mas concentrou esforços na eleição de Sabrina, que recebeu à época R$ 168 mil de doações para a jornada que a levou à Câmara.

Irmã do ex-vereador Wladimir Garcez, preso durante as investigações da Operação Monte Carlo e considerado um dos principais assessores de Carlos Cachoeira, Cida e Cristina chegaram a se desentender quando ambas eram colegas de parlamento. A mãe de Sabrina acusou a ex-secretária, a qual ela deve substituir agora, de ter copiado um projeto que regulamenta a distribuição de sacolas plásticas em Goiânia.

Questionado sobre o nome que substituiria Cristina na Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Políticas Afirmativas, o prefeito Rogério Cruz se limitou a dizer que o substituto ainda não fora escolhido. Na ocasião da saída de Cristina da pasta ele refutou com um “nem a pau” a possibilidade de indicação de um evangélico para a SMDHPA, que entre outros assuntos, trata de questões de gênero como a viabilizações de nomes sociais para transexuais e transgêneros.

Candidatura

Dra. Cristina chega ao PDT, conforme antecipou o Opção, para uma chapa que, sem as coligações proporcionais, conta com a deputada federal Flávia Morais (PDT), pré-candidata à reeleição e esposa de Dr. George. Sozinha, Flávia conseguiu 169.774 votos em 2018 e, segundo ela, a chegada de Cristina faz o partido ganhar ainda mais força no pleito. “Nossa ambição é fazer a segunda cadeira [de 17 em disputa], e ela [Cristina] tem de tudo para ser eleita. Foi candidata a prefeita e irá somar em nossa chapa. Vamos trabalhar para conseguir e, com certeza, o nome de Cristina nos fortalece, visto que ela é uma uma pessoa que tem muitos votos e possui um trabalho já reconhecido”, comenta Flávia Morais.

Dr. George também comemora a chegada da fisioterapeuta, pois, segundo ele, Cristina é um nome que faz a sigla ambicionar a dobra na bancada, “com certeza temos um bom time”, acrescenta o presidente.

Dra. Cristina é segunda suplente na chapa PSDB, PSB e PPS (hoje Cidadania) na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Foi a 24ª deputada mais votada para o pleito, com 27.864 votos, no entanto, não assumiu porque a chapa teve quociente partidário para fazer apenas oito cadeiras e a parlamentar ficou na 10ª posição, atrás do deputado Francisco Oliveira (PSDB), que ficou na primeira suplência e assumiu a cadeira após a eleição de Diego Sorgatto (UB) para a Prefeitura de Luziânia, nas eleições de 2020.

4 respostas para “Sabrina Garcez deve indicar a própria mãe para a Secretaria de Direitos Humanos”

  1. Avatar Antônio Alexandre Júnior disse:

    Pode isso, Arnaldo?
    Nepotismo, presente!

  2. Avatar Gil disse:

    ” Que país e esse!?” Já diria Renato Russo. Eu já não me assunto com nada quando as notícias vêem dessa classe “trabalhista”. E o povo que se lasque.

  3. Avatar Gildasio Moreira Miranda disse:

    ” Que país e esse!?” Já diria Renato Russo. Eu já não me assunto com nada quando as notícias vêem dessa classe “trabalhista”. E o povo que se lasque.

  4. Avatar Fred disse:

    Essa corja chamada políticos puta que pariu que raça e essa

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