Sabrina Garcez descarta assumir liderança de Rogério Cruz na Câmara

Parlamentar alega que pré-candidatura a deputada federal e atuação em prol do nome de Henrique Meirelles ao Senado são prioridades que a impedem de assumir a interlocução entre os vereadores e o Paço

Vereadora Sabrina Garcez diz que não houve convite para o cargo, mas se tivesse ocorrido não poderia aceitar a liderança | Foto: Augusto Diniz/Jornal Opção

Apontada como um dos nomes para substituir o vereador Sandes Júnior (PP) no cargo de líder da Prefeitura de Goiânia na Câmara Municipal, Sabrina Garcez (PSD) descartou qualquer possibilidade de assumir a missão de intermediar o relacionamento entre os poderes executivo e legislativo goianiense. “Não tem chance”, garantiu em entrevista o Jornal Opção. Pré-candidata ao parlamento federal e uma das coordenadoras da pré-campanha do correligionário Henrique Meirelles ao Senado, a parlamentar alega que não tempo para se dedicar as atribuições inerentes à liderança.

“Ser líder implica em lutar por todos os projetos da prefeitura, não só os grandes. Tem que lutar inclusive pelos mínimos, por uma tramitação que está emperrada, por um vereador que pediu vistas ou que solicitou diligências para a prefeitura e ela não devolveu. Tem que ir atrás de secretário, tem que fazer esse processo de diálogo constante. É um período, é um tempo que se exige que eu não terei para dedicar”, argumenta. O nome de Sabrina surgiu como um dos favoritos para a liderança como efeito da boa relação com o prefeito Rogério Cruz (Republicanos) e de estar a frente de projetos essenciais para a prefeitura, a exemplo do novo Código Tributário Municipal (CTM), aprovado em setembro do ano passado, e do Plano Diretor, que tramita na Câmara.

“Quando eu assumo uma responsabilidade é para valer. Quem me acompanhou no Código Tributário, no Plano Diretor, sabe. Não é fictício. Eu não ponho outras pessoas para fazerem meu trabalho. Eu que faço”, acrescenta. Sabrina também teria o apoio de outros vereadores e a bênção do senador Vanderlan Cardoso (PSD), de quem é próxima. Ela, inclusive, teria sido uma das responsáveis pela aproximação de Vanderlan e Rogério Cruz, que disputou com o senador a Prefeitura de Goiânia. À época, Rogério era candidato a vice na chapa de Maguito Vilela (MDB), prefeito eleito, mas morto por complicações do Coronavírus (Covid-19) em 13 de janeiro do ano passado.

Apesar dos predicados que a gabaritam para a função, Sabrina garante que se trata apenas de especulações e de demonstrações de apoio político ao trabalho que ela tem desempenhado. Segundo a vereadora, não houve qualquer conversa entre ela e o prefeito ou mesmo entre ela e outro integrante do governo sobre a possibilidade de ela ser líder na Câmara. “O prefeito Rogério Cruz não conversou comigo. Nenhuma pessoa do governo sinalizou para mim nesse sentido. Mas fico feliz por meu nome ter sido lembrado. Acho que isso demonstra a nossa capacidade de articular dentro da Câmara”, afirma.

Outros nomes

Entre os 32 vereadores que formam a grande base do prefeito na Câmara, outros nomes são cogitados para o cargo de líder. Conforme mostrou o Jornal Opção, os favoritos para a função são os vereadores Leo José (PTB) e Anselmo Pereira (MDB) porque ambos – ao contrário de Sabrina Garcez e de Leandro Sena (Republicanos), outro cotado – não devem ser candidatos nas eleições de outubro deste ano. Não participar do pleito de 2022 será um dos principais critérios de definição do prefeito, conforme o próprio Rogério Cruz disse a este jornal. O petebista inclusive chegou a afirmar ao Opção que aceitaria assumir a liderança de prontidão, caso fosse convidado pelo chefe do Executivo municipal. Tal qual Sabrina, Leo garante que não houve conversa com o prefeito sobre esse assunto.

O novo líder será escolhido pelo prefeito Rogério Cruz até o início de fevereiro, quando a Câmara retomará as atividades ordinárias. Apesar de Sandes Júnior ter comunicado no dia 28 de dezembro que deixará o cargo, ele continua com líder da prefeitura até o retorno das sessões, previsto para o início de fevereiro. De acordo com o regimento interno da Casa, para que Sandes deixe o cargo oficialmente é necessária apresentação formal de um documento, não apenas de um comunicado ao prefeito. O procedimento será realizado no próximo mês, com a volta das sessões ordinárias.

“Depois que ele entregar, basta o documento chegar no Paço, que leva um prazo de 2 a 3 dias”, explicou Rogério Cruz. O prefeito afirmou que usará o tempo até o retorno das sessões para decidir quem irá substituir o progressista na representação do Executivo no parlamento. Sandes Júnior justificou que deixará a liderança do Executivo porque articula candidatura a deputado federal este ano. Ele disse também que a permanência no cargo por apenas um ano havia sido previamente acordada com o prefeito.

* Com colaboração de Gabriela Macêdo

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