Documento no site da Vigilância Sanitária do país atualizou situação de duas empresas brasileiras, seguindo anúncio do governo brasileiro

Uma publicação no site do Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Rússia de terça-feira (23/3) informa que as certificações de dois frigoríficos brasileiros: A JJZ Alimentos, de Goianira (GO) e a BRF, de Mineiros (MG), estão suspensas. Na última semana, o governo brasileiro anunciou a mesma medida em relação aos registros de importação dos 21 frigoríficos investigados pela Polícia Federal.

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A Rússia é uma das maiores parceiras comerciais do Brasil no ramo da carne. Eles são os maiores importadores de carne suína e ocupam a quarta posição no mercado de bovinos. Desde a deflagração da Operação Carne Fraca, vários países adotaram medidas restritivas. A Rússia, até então, aguardava para discutir a tomada de qualquer decisão em relação à proibições do comércio com o país.

Na operação, a Polícia Federal apura o suposto envolvimento de empresas brasileiras em esquema de pagamento de propina a fiscais agropecuários para liberar a comercialização de mercadorias adulteradas e estragadas. A JJZ é investigada por embaraço da atividade de fiscalização e corrupção, enquanto a BRF foi alvo da Carne Fraca por corrupção, embaraço da fiscalização internacional e nacional e tentativa de evitar suspensão de exportação.

Procurada pelo Jornal Opção, a JJZ informou que a importação não está suspensa e que a Rússia não tomou este tipo de restrição em relação a ninguém. Em nota, a empresa diz que a investigação envolvendo a JJZ se restringe a um funcionário público do Serviço de Inspeção Federal (SIF).

“Em nenhum momento da referida operação foi levantada a suspeita sobre a empresa, seus produtos, funcionários e diretores não estando com suas atividades interditadas estando o estabelecimento desimpedido para realizar suas atividades normais”, escreveram eles. Segundo a JJZ, a empresa tem sim autorização para comercialização de seus produtos e prima pela qualidade. A redação também tentou contato com a BRF, mas não conseguiu obter resposta.