Roupas de bebê mordido em creche foram lavadas “devido às manchas de sangue”, pressupõe mãe

“Conforme fui despindo minha filha, fui encontrando mais e mais ferimentos pelo corpo”, disse mãe da criança ao Jornal Opção

Conforme mostrado pelo Jornal Opção, uma criança de 10 meses foi mordida por mais de 15 vezes em uma creche pública do município de Rio Verde. O incidente chocou os pais da criança que só  perceberem os hematomas espalhados pelo corpo da filha ao chegarem em casa.

A reportagem estabeleceu contato com a mãe da criança, Daiana Nogueira da Costa, que relatou ter percebido a agitação da filha assim que chegou para buscá-la.

“Percebi que ela estava muito agitada e com um comportamento estanho. Olhei rapidamente e vi que havia um pequeno machucado no nariz, mas pensei que ela pudesse ter se arranhado, que seria algo normal. Quando cheguei em casa, percebi outro hematoma na orelha e, conforme fui despindo minha filha fui encontrando mais e mais ferimentos pelo corpo”, contou.

Assim que percebeu a gravidade dos hematomas, Daiana disse ter estabelecido contato com a coordenadora da unidade via aplicativo de mensagens. “Ela me respondeu dizendo que não sabia de nada”. “No outro dia fui até a creche para saber o que havia acontecido e todas as recreadoras mantiveram a versão. Disseram que não sabiam e que também não haviam presenciado nenhuma atitude agressiva contra minha filha”.

Em outro trecho da entrevista, a mãe da criança diz que as roupas que a criança usava naquele dia foram lavadas e trocadas por peças limpas. “Imagino que devido às manchas de sangue que ficaram no tecido”, pressupõe.

Daiana disse também ter procurado a parte administrativa da creche para resolver a situação pacificamente e “sem exposição”. “Mas nos dias seguintes percebi que a secretária de Educação ainda não havia sido notificada, que as recreadoras continuavam trabalhando normalmente, ou seja, que nada havia mudado. Foi ai que decidi procurar a polícia e registrar a queixa”. Agora, a mãe da criança — que também é educadora — garante que “as servidoras estão exoneradas e serão intimadas a prestar depoimento”.

“Além de um susto muito grande, passei pela situação horrível de encontrar a minha filha daquela maneira. Fico revoltada e às vezes me sinto culpada pelo que aconteceu, culpada por ter deixado ela ali. Mas a gente deixa porque precisa e não imaginamos que algo assim pode acontecer. Trabalho com educação e, sinceramente, nunca vi nada parecido”, pontuou.

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