Ronilson Reis ameaça deixar base após indignação com reajuste do IPTU

12 parlamentares se reunirão com o prefeito Rogério Cruz, na segunda-feira, às 10h, para cobrar um posicionamento do Executivo

Com a primeira cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), vereadores da base se mostraram irritados com o reajuste aplicado pelo Paço Municipal. Entre os vereadores descontentes, está Ronilson Reis (Podemos) e Leandro Sena, que informaram, nesta sexta-feira, 28, ao Jornal Opção, terem participado de uma reunião com outros 10 parlamentares que compartilham do “mesmo sentimento”. Reis, inclusive, ameaça deixar a base do prefeito Rogério Cruz (Republicamos) e se tornar oposição, caso a Prefeitura não tome alguma providência sobre o assunto.

“Se a Prefeitura não tiver um posicionamento de verdade, não tem condições de eu continuar na base, não”, pontua. O vereador do Podemos, inclusive, ao considerar o aumento do IPTU como abusivo, chegou a afirmar a possibilidade de uma manobra por parte do Paço. “Eles colocaram ali um aumento do valor venal e, posteriormente, teve o reajuste anual da inflação. Isso é meter a mão no bolso do goianiense”, completou o parlamentar.

Ao justificar seu argumento, ele explica que durante a votação do Código Tributário Municipal (CTM), a Câmara aprovou uma trava de 45% para o reajuste. No entanto, os outros dois indicadores citados teriam sido aplicados posteriormente para promover o aumento. “Com o aumento do valor venal dos imóveis, uma casa que valia R$ 200 mil passou a custar R$ 300 mil, então aí já tem um aumento. Depois teve o reajuste da inflação de 2021. Com isso, alguns imóveis em Goiânia chegaram a ter de 80% a 100% de aumento”, declarou Reis.

Ele ainda afirmou que, na segunda-feira, 31, os doze parlamentares que se reuniram na sexta irão se encontrar com Rogério Cruz, às dez horas da manhã, para “saber qual o entendimento dele e o que será feito para mudar essa insustentabilidade”. É preciso lembrar que nesta sexta, chegou a ser convocada uma coletiva pelos vereadores Ronilson Reis (Podemos), Leandro Sena (Republicanos), Edgar Duarte (PMB), Paulo Henrique da Farmácia (PTC) e Pastor Wilson (PMB), com intensão de anunciar medidas contra o que eles chamaram de “cálculo enganoso do IPTU”. No entanto, a entrevista coletiva foi cancelada após a reunião dos 12 parlamentares. Segundo Reis, uma nova entrevista será marcada após a reunião de segunda-feira, com o chefe do Executivo municipal goianiense.

Ao explicar ao Jornal Opção seu posicionamento contra os aumentos da tributação, Ronilson Reis não deixa de pontuar sua desconfiança quanto à Secretaria de Finanças e ao secretário de Governo, Arthur Bernardes, como possíveis responsáveis pela alta abusiva do IPTU. “Percebemos que o secretário Arthur e a secretaria de Finanças não brincam, não”, comentou. No entanto, ele ressalta a responsabilidade de não ter “votado inconscientemente”, mas “de forma consciente, a favor de mudanças que trariam um fator social positivo a Goiânia”. “O Paço prometeu que a maioria dos imóveis iria ter uma redução”, completou.

Uma resposta para “Ronilson Reis ameaça deixar base após indignação com reajuste do IPTU”

  1. Esses indicadores que foram aplicador “posteriormente” como diz na reportagem, se não estavam no projeto do CTM para uma “leitura atenta” estavam onde? em um papel separado e que ninguém viu, ninguém leu. Ler e interpretar Código Tributário exige, estudo, disciplina, pesquisa, essa história de “manobra”, não cola, cadê os assessores? o legislativo não tem assessoramento para filtrar essas “pegadinhas”, fato-gerador, índice, aumento do valor venal, etc. A reportagem diz: “Eles colocaram ali um aumento do valor venal e, posteriormente, teve o reajuste anual da inflação. Isso é meter a mão no bolso do goianiense”. Ali onde? no projeto de lei que os vereadores tiveram tempo de ler, debater, discutir, questionar para posteriormente votar, “posteriormente, teve o reajuste anual da inflação”, OI, quando foi votado, no inicio do ano, quando ninguém sabia quando seria a inflação ou no final, quando já se tinha o acumulado da inflação amplamente divulgado.

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