O democrata foi eleito senador por Goiás com 47,57% da preferência do eleitorado

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Ronaldo Caiado e Iris Rezende cumprimentam militância | Foto: Reprodução/Imprensa Caiado

Totalizando 1.283.665 votos, o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM) foi eleito senador com 47,57% da preferência do eleitorado neste domingo (5/10). O democrata teve 20 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, Vilmar Rocha (PSD), candidato do governo. Com a cadeira garantida no Senado Federal, o democrata sustenta que o período eleitoral só terminará para ele no dia 26 de outubro, quando será realizado o segundo turno das eleições para os cargos de presidente e governador.

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“Tenho orgulho de poder ser senador por Goiás, por ter essa responsabilidade que os goianos me repassaram. Eu não vou decepcioná-los. Neste momento vocês podem ter certeza que eu vou trabalhar 24 horas por dia para eleger Iris Rezende”, bradou ao lado do decano peemedebista, durante entrevista coletiva no escritório de Iris, no Setor Marista, em Goiânia.

Na ocasião, o senador eleito também teceu duras críticas à campanha do candidato à reeleição a governador Marconi Perillo (PSDB). Ele chegou a insinuar a existência de compra de votos por parte da base aliada. “O tempo da mentira passou. Eles perderam o escrúpulo”, afirmou.

Quanto ao papel que desempenhará no Senado, Ronaldo Caiado contou qual será o enfoque dado aos projetos que pretende defender ao longo de seu mandato. “Nós vamos discutir uma reforma tributária que respeite Goiás, a saúde, a segurança pública, apoiando restrições à bandidagem e reduzindo a maioridade penal. Vamos, enfim, dar voz para Goiás no cenário nacional”, garantiu.

Questionado se suas diferenças ideológicas com o PT podem atrapalhar uma aliança de Iris Rezende com o partido no segundo turno, Ronaldo Caiado afirmou que não há preocupação neste sentido. “Estamos unidos em torno de Iris Rezende. As pessoas me respeitam profundamente em relação a isso. Não confundam o cenário”, alertou.

Vale lembrar que, em nível nacional, Ronaldo Caiado apoia o presidenciável pelo PSDB, Aécio Neves, ao passo que a tendência do PMDB regional é creditar apoio à reeleição de Dilma Rousseff, do PT. O impasse, no entanto, não deve atrapalhar as alianças. Pelo menos é o que acredita o presidente do PMDB goiano, o deputado estadual Samuel Belchior. “Ele tem a escolha dele e isso não muda em nada”, alertou em entrevista à imprensa.