Rogério Cruz inicia diálogo em busca de soluções para o transporte coletivo

Vice-prefeito eleito tem mantido conversas com o representante da Câmara de Goiânia na CDTC, Lucas Kitão, e deve estabelecer diálogo com o governador Ronaldo Caiado

Rogério Cruz e Lucas Kitão | Fotos: Lívia Barbosa / Jornal Opção

O vice-prefeito eleito, Rogério Cruz (Republicanos), tem mantido diálogo com o vereador Lucas Kitão (PSL), representante da Câmara de Goiânia na Câmara Deliberativa de Transportes Coletivos (CDTC), para tomar pé do que tem sido discutido nas reuniões sobre o transporte coletivo na Região Metropolitana de Goiânia.

“É uma grande preocupação que nós temos, é uma situação um pouco delicada que envolve decisões. Mas temos que decidir porque quem não pode perder é a população. E para entrarmos em uma gestão positiva”, declara o vice-prefeito eleito.

Segundo Rogério Cruz, os primeiros passos envolvem a análise dos últimos contratos. Ele cita ainda a questão envolvendo a gestão estadual e a necessidade de discutir os assuntos em conjunto. “Sabemos que a Região Metropolitana é muito extensa, então precisamos conversar com os prefeitos das outras cidades”, adianta.

Após conversas com Kitão e com o controlador-geral do município, Juliano Gomes Bezerra, uma reunião deve ser marcada com o governador Ronaldo Caiado (DEM). O assunto foi tratado de forma superficial no encontro com a presença de Daniel Vilela na semana passada.

Kitão, por sua vez, disse que ficou lisonjeado em ser convidado a contribuir para o debate acerca do transporte coletivo. O vereador destacou que falou sobre a necessidade de os governos fazerem a desoneração total e, se necessário, até brigar por uma isenção de folha junto ao governo federal.

“Isso para poder baratear ao máximo a operação. A partir daí, poder também exigir que os governos deem a sua contribuição de subsídio, esse é um grande desafio. Aí começar a exigir das empresas um transporte digno, condizente com o valor cobrado”, detalha Lucas.

O vereador contou a Rogério sua experiência no metrô de São Paulo, que de acordo com Lucas é limpo, seguro e confortável, pagando os mesmos R$4,30 obrados em Goiânia. “A ideia começa com mudanças estruturais até chegar ao ponto de o poder público ter o controle da bilhetagem e a gente remunerar as concessionárias por passageiro transportado e KM rodado”, defende Kitão.

Para o representante da Câmara na CDTC, o próximo passo para que Goiânia um dia possa até mesmo sonhar com outros modais como metrô, é a aplicação da ideia que o individual passe a contribuir com o público. “Não descarto essa possibilidade, mas antes é preciso resolver esses problemas estruturais”, conclui.

O transporte coletivo é um problema sério em Goiânia e região metropolitana. No fim de semana passado houve greve de motoristas e funcionários de quatro concessionárias. É frequente a reclamação de passageiros da falta de conforto e segurança, além disso, durante esta pandemia pouco se fez para que os ônibus não circulassem cheios.

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