Rogério Cruz admite não ter recebido Mauro Rubem para tratar da data-base em seu gabinete para ‘se resguardar’

Chefe do Executivo municipal afirma ter se chateado com o petista e quis evitar possíveis ataques

Após cobrança pelo pagamento da data-base aos servidores municipais, pelo vereador Mauro Rubem (PT), durante a prestação de contas da Prefeitura de Goiânia na Câmara Municipal, prefeito Rogério Cruz (Republicanos) admite não ter recebido o petista em seu gabinete para discutir a reposição salarial dos servidores para se resguardar. Em ocasiões anteriores, o parlamentares havia reclamado ao Jornal Opção que, apesar de tentar se reunir com o prefeito, não conseguira encontrá-lo em agendas formais.

Ao Jornal Opção, o petista chegou até a dizer que “teria que começar a procurá-lo em locais informais”, fora dos compromissos da agenda oficial, para que conseguisse dialogar com o chefe do Executivo Municipal. Para justificar os desencontros, Rogério Cruz afirmou que essa teria sido a única forma possível de evitar ‘embates’ com o parlamentar.

Relembrando mágoas passadas, Cruz chegou a afirmar que essa medida foi tomada após se chatear com comentários deferidos pelo vereador da oposição, em um evento realizado no Paço Municipal.

“Fiquei muito triste e chateado, ao mesmo tempo, em um evento em que o senhor teve a oportunidade de participar, e que eu tive que me retirar após minha fala porque tinha uma agenda fora do Paço Municipal. Ao sair daquele evento, tive informações que o senhor me atacou, claramente, com respeito a data-base. Eu não tenho compromisso com ninguém quando se fala de angústias guardadas”, pontuou .

Em sua defesa, o parlamentar do PT afirmou que nesse episódio, que ocorreu em um evento da Secretaria de Direitos Humanos, sua fala já estava programada para antes da saída do prefeito. “Eu cobrei dele a data-base. No Paço, o prefeito estava presente e saiu. Eu ia falar, então não mudei minha fala na ausência dele”, justificou. Mauro Rubem ainda pontuou que cobrou o chefe do Executivo municipal e que não está ali “para bajular ninguém”.

“O que for justo e o que ele fizer correto, eu reconheço. Eu não sou amigo dele e não tenho nada a ver com ele. Eu cobro dele enquanto prefeito”, acrescenta o petista. Em 21 de setembro, o líder do governo na Câmara de Goiânia, Sandes Jr. (PP) adiantou que o pagamento da data-base se desenrolaria no mês de outubro. Na manhã de hoje, o chefe do Executivo Municipal confirmou que até a próxima sexta-feira, 15, deve enviar o projeto do pagamento da data-base aos parlamentares da Casa Legislativa.

Cobrança da data-base

A categoria de servidores do Executivo e do Legislativo que aguardam pagamento da data-base – um total de cerca de 50 mil pessoas – estima que o reajuste requisitado seja de 9,32%.

Em agosto, a discussão em torno do pagamento da data-base, como cobriu o Jornal Opção, chegou a unir parte dos parlamentares e da oposição. Na época, o que foi e ainda é apontado pela Prefeitura como impeditivo do pagamento são barreiras jurídicas, especialmente com referência a Lei Complementar 173.

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