Rodado por 7 anos, melhor filme goiano conta história de catador de papel

Diretor Ranulfo Borges fala de Waltercílio Pereira Alves, o Pocotó, ex-carateca e ex-policial militar que mora nas ruas de Goiânia e vive em uma situação de miséria

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Pocotó juntamente com seu cavalo Lula| Foto: Facebook

Sarah Teófilo
Da Cidade de Goiás

Vencedor do prêmio de melhor filme goiano na 17ª edição do Festival Internacional de Cinema Ambiental (Fica), “Lobo solitário: A saga de um herói brasileiro” se destaca pelo tempo de filmagem: foram sete anos acompanhando Waltercílio Pereira Alves, o Pocotó, catador de papel morador das ruas de Goiânia. O anúncio foi feito em cerimônia de premiação do festival, na Cidade de Goiás, onde o diretor Ranulfo Borges também recebeu um prêmio em dinheiro de R$ 40 mil.

Ranulfo Borges durante premiação | Foto: Sarah Teófilo

Ranulfo Borges durante premiação | Foto: Sarah Teófilo

Pocotó, o personagem principal da história, é um catador de papel muito marcante. Ex-lutador de caratê e ex-policial militar, Pocotó, de acordo com o diretor, vive uma situação de descaso e miséria. “É uma pessoa como as milhares que são excluídas. A pessoa perde o emprego, não consegue se restabelecer, e vai sendo jogada para a base da pirâmide” explica o cineasta.

A obra foi filmada de 2008 a 2014, e em diversos momentos desta trajetória, Ranulfo não conseguiu encontrar Pocotó. “Depois de um tempo ele reaparecia. Às vezes me ligava”, pontuou. Em discurso, o cineasta pede pela ajuda do governador Marconi Perillo (PSDB), ou de outras autoridades, para ajudar Pocotó no processo de consegui a aposentadoria. “Ele precisa muito de ajuda. Não consegue por questões burocráticas”, assegura.

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