O representante da Baldan, Fabiano Leite, apontou, nesta quinta-feira, 8, que a Tecnoshow em Rio Verde se tornou palco para a Baldan Máquinas e Implementos Agrícolas reafirmar sua ligação com o agronegócio brasileiro. Segundo ele, a empresa que foi fundada em 1928, em Matão, São Paulo, soma 98 anos de história e é uma das pioneiras na fabricação de implementos agrícolas. Hoje, com 1.500 funcionários, três plantas industriais e três centros de distribuição, a Baldan vê em Rio Verde um ponto estratégico para seus negócios.

A cidade, cercada por revendedores e marcada pela prosperidade agrícola, é considerada central para a companhia. A parceria com a cooperativa Comigo fortalece ainda mais essa presença. “Rio Verde é bastante estratégico, temos uma região muito próspera e muitos clientes de preparo de solo e plantio”, destacou Fabiano Leite, responsável pelo marketing da Baldan, em entrevista exclusiva ao Jornal Opção.

Na feira, a Baldan apresentou seu portfólio dividido em quatro pilares: preparo de solo, com grades e discos; plantio, com semeadoras e plantadeiras; pulverização, com destaque para o Ávola, pulverizador autopropelido premiado internacionalmente com o Red Dot Design Award, e os modelos Liris de acoplagem; além de projetos especiais, como a parceria com a Embrapa para recuperação de pastagens degradadas.

As condições de negociação também chamaram atenção. A empresa trouxe para Rio Verde um ecossistema financeiro que inclui consórcio próprio com prazos de até 120 meses, linhas de crédito como Moderfrota e Pronaf, e a parceria com a Grão Direto, que permite ao produtor adquirir máquinas utilizando sacas de soja ou milho como moeda de troca. “O produtor consegue comprar uma máquina de preparo de solo a partir de 380 sacas de soja”, explicou Fabiano.

O cenário econômico global, marcado por tensões internacionais e alta nos custos de insumos, foi tema da conversa. Fabiano reconheceu que o produtor está mais cauteloso, avaliando com atenção linhas de crédito e muitas vezes optando por recursos próprios. “O apetite por aquisição está mais controlado. Mas nosso compromisso é oferecer alternativas para que o produtor não tenha problemas de fluxo de caixa”, disse.

Ele também ressaltou que a Baldan não entra em disputas de preço. “Somos uma indústria de 98 anos, oferecendo um produto já consagrado, com pós-venda, tecnologia embarcada e robustez. A guerra não vai ser de preço, porque isso prejudica a indústria. Nosso diferencial está na durabilidade e na tecnologia”, afirmou.

Os impactos da guerra e da alta dos insumos também atingem a indústria. “O preço do ferro, do aço e de componentes importados interfere diretamente na fabricação. Tentamos ao máximo não repassar esse impacto ao consumidor, mas com o avanço da guerra e a alta do diesel e da gasolina, inevitavelmente há reflexos”, explicou Fabiano.

Na Tecnoshow, os dias mais movimentados costumam ser o terceiro e o quarto, quando os produtores já analisaram propostas e condições de crédito. A Baldan realizou ações como um café da manhã com clientes do Banco do Brasil para facilitar negociações.

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