Comandante do Esquadrão de Bombas da PM do DF disse que os cilindros amarrados à cintura do refém não tinham material explosivo

Sequestrador e vítima aparecem algemados no hotel | Foto: Polícia Civil do DF/Reprodução
Jac (à esquerda) e a vítima aparecem algemados no hotel | Foto: Polícia Civil do DF/Reprodução

O sequestro em um hotel no centro de Brasília na tarde da última segunda-feira (29/9) chegou ao fim com uma surpresa: o revólver exibido pelo autor durante o crime era falso. Além disto, de acordo com o comandante do Esquadrão de Bombas da Polícia Militar do Distrito Federal, capitão Lúcio Flávio Teixeira Júnior, os cilindros amarrados à cintura do refém não eram compostos de material explosivo.

Jac Souza dos Santos invandiu o hotel St. Peter e fez um funcionário refém das 8h30 até um pouco depois das 16h. De acordo com testemunhas, o homem teria feito check-in em dois quartos no 10º andar, um de frente ao outro.

Antes de fazer o funcionário do hotel refém, Jac teria batido nas portas dos quartos avisando aos hospedes que se tratava de um ataque terrorista.

Jac é ex-secretário municipal de Agricultura de Combinado, no Tocantins, e já foi candidato a vereador em 2008. O homem fazia parte de um comitê municipal que trabalhava na campanha de um candidato ao governo do Estado.

Antes de viajar à capita federal, ele relatou ao coordenador de campanha municipal, Maurílio Martins de Araújo, que viria a Brasília resolver um problema familiar e que estaria de volta ainda hoje. Jac deixou três cartas com a mãe antes de viajar.