“O ministro atendeu a um pedido do governador em montar um hospital de campanha na divisa de Goiás com o Distrito Federal.” O presidente não gostou

Jair Bolsonaro e Ronaldo Caiado | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

O presidente Jair Messias Bolsonaro brigou com a Alemanha (dava dinheiro a fundo perdido ao Brasil), com a Noruega (dava dinheiro a fundo perdido ao Brasil), com a China (maior parceiro comercial do Brasil), com a Argentina (maior parceiro comercial do Brasil na América Latina). Brigou com meio mundo. Só não brigou com os três cavaleiros do Apocalipse — Flávio, Eduardo e Carluxo Bolsonaro. Agora, decidiu brigar com os governadores — inclusive com os aliados. Tornou-se uma fábrica de adversários e inimigos.

Luiz Henrique Mandetta e Jair Bolsonaro: a competência do primeiro abala o egocentrismo do segundo | Foto: Reprodução/Internet

Evandro Éboli, da coluna “Radar”, da revista “Veja”, conta que “o presidente ficou muito irritado com o tratamento dispensado pelo ministro a Ronaldo Caiado, que rompeu publicamente com o Palácio do Planalto. Lembram que o governador goiano repetiu Obama e, sobre Bolsonaro, disse que na ‘política e na vida a ignorância não é uma virtude’?”

“Mandetta citou pelo menos três vezes o nome de Caiado nas duas últimas coletivas, que se deram dentro do Planalto. O ministro atendeu a um pedido do governador em montar um hospital de campanha na divisa de Goiás com o Distrito Federal”, relata a “Veja”.

Ronaldo Caiado Luiz Henrique Mandetta - Foto Divulgação Governo de Goiás
Ronaldo Caiado e Luiz Henrique Mandetta: dois médicos e políticos competentes cuja prioridade é salvar vidas e cuidar bem das pessoas | Foto: Divulgação/Governo de Goiás

Ora, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, estão preocupados com o essencial: salvar vidas, lutando para que as pessoas não sejam contaminadas pelo coronavírus e, se contaminadas, que sejam bem tratadas no sistema de saúde do país. Os dois não têm tempo para o mimimi e o chororô de Jair Bolsonaro.

(Vale frisar que, pouco antes de ser nomeado ministro da Saúde, Mandetta estava praticamente decidido como secretário da Saúde do governo de Goiás. Motivo: sua competência como gestor da área de saúde.)

Hoje, quer Bolsonaro queira ou não, o verbo mais usado para “conduzir” a luta contra o coronavírus é “mandettar”.