Revisão do Plano Diretor não deve contemplar nova expansão urbana, adiantam técnicos

Sustentabilidade e a implementação real do novo texto também foram debatidos durante encontro na Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO)

Divulgação

Nova audiência pública realizada nesta terça-feira (8/8) na Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) para discutir a revisão do Plano Diretor de Goiânia teve como tônica a discussão sobre a não necessidade de uma nova expansão urbana na capital.

Técnicos da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação (Seplanh) estiveram presentes no evento e defenderam a tese do crescimento da cidade de forma ordenada.

Em entrevista ao Jornal Opção, a gerente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás (CAU-GO), Isabel Barea Pastore, que também integrou a discussão, disse que a proposta adiantada agrada a categoria.

“Este é um ponto que consideramos muito positivo. Não há nada que justifique uma expansão urbana. Há muito tempo sabemos que a cidade não precisa explodir dessa forma”, pontua.

A audiência pública desta terça apresentou um pré-diagnóstico da revisão do Plano Diretor com a apresentação de levantamento de dados e informações prévio dividido em quatro eixos: ordenamento territorial, desenvolvimento econômico, sociocultural e gestão urbana.

A próxima etapa deve ocorrer no próximo mês, quando as entidades irão apresentar modificações pertinentes ao atual texto e que deve constar no projeto de revisão que a prefeitura irá encaminhar à Câmara até o final deste ano.

Outros pontos

A sustentabilidade foi outro ponto debatido durante a reunião na seccional. Sobre este ponto, o presidente da Comissão de Direito Ambiental, Clarismino Luiz Pereira Júnior, apontou a necessidade do Plano Diretor incluir o Plano Diretor de Arborização Urbana como apêndice para que as questões ambientais sejam levadas em consideração.

“Goiânia é conhecida por suas grandes qualificações ambientais, cidade arborizada, e ela foi perdendo um pouco dessas referências, mas elas têm de ser editadas, têm de marcar, sob o ponto de vista ambiental, definitivamente o crescimento da cidade”, afirmou.

A discussão também contemplou a necessidade de se implementar de fato o que define o texto do Plano Diretor. Como se sabe, apesar de instituído há uma década, o texto de 2007 não é nem de perto seguido à risca pela prefeitura da capital.

“O Conselho trabalha para que tenhamos uma gestão da cidade. Não é só fazer o plano. Ele tem que ser colaborativamente imposto, às vezes não é algo simpático para algumas áreas, mas tem que ser realista e enérgico”, avaliou, durante a audiência, o presidente do CAU-GO, Arnaldo Mascarenhas.

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