Revisão do Plano Diretor não apresenta melhorias à política de loteamentos sociais, diz conselheira

“Gastaram muito tempo e energia com outros fatores enquanto este aparentemente ficou de lado”, lamenta representante do CAU-GO

Real Conquista é exemplo de loteamento social | Foto; Divulgação

A conselheira do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás (CAU-GO), Maria Ester, repercutiu com o Jornal Opção os pontos tidos como deficientes na revisão do Plano Diretor —  apresentada pela prefeitura de Goiânia à Câmara Municipal neste mês. Segundo ela, um fator que tem chamado “bastante atenção” do conselho diz respeito aos “loteamentos sociais”.

Ester destaca que a desigualdade de acesso à terra em Goiânia ainda é muito grande e a revisão apresentada pelo Executivo municipal ainda é “tímida neste quesito”. “As pessoas tradicionalmente são levadas para lugares mais distantes —  locais mais ‘baratos’ — que muitas vezes não oferecem infraestrutura adequada, carecem de saneamento e outros insumos”, explicou.

Para a especialista, isso é “andar na contramão de uma política social de qualidade”. Ela explica que a moradia oferecida às pessoas que necessitam dos loteamentos sociais deveria, na verdade, oferecer o contrário do que é recorrente: “mais e mais facilidades”. “O ideal seria que essas pessoas pudessem viver com menos custos”, explica.

No entanto, a revisão do Plano vem “carregada de uma série de normas técnicas para se fazer construções”, enquanto essa política, em sua avaliação, permanece estagnada. “Gastaram muito tempo e energia com outros fatores enquanto este aparentemente ficou de lado”, lamenta.

Jornal Opção entrou em contato com a prefeitura de Goiânia e aguarda posicionamento.

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