Reunião entre sindicatos e empresas termina sem acordo e motoristas cogitam greve

Nova reunião ficou agendada para a quarta-feira (21)

Colaborou Nathália Barros

Não houve acordo na reunião realizada nesta segunda-feira (19/5) para discutir soluções para os problemas do transporte coletivo na região metropolitana de Goiânia.

Representantes do Sindicato das Empresas do Transporte Coletivo de Passageiros de Goiânia (Setransp), do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado de Goiás (Sindittransporte) e do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores no Transporte Coletivo Urbano de Goiânia e Região Metropolitana (Sindicoletivo) se encontraram na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 18ª região, em Goiânia para evitar novas paralisações dos motoristas

No entanto, o Sindicoletivo não aprovou o acordo feito entre o Sindittranporte e o Setransp, no qual ficou acertado um aumento de 7% do salário aos funcionários. Os vencimentos que eram de R$ 1.445,14, foram reajustados para R$ 1.546,30 e o vale-alimentação subiu de R$ 375 para R$ 435. O Sindittransporte é considerado o representante legal da categoria, enquanto o Sindicoletivo é um órgão de dissidentes. Para eles, o aumento deveria ser de 15% nos vencimentos e o vale-alimentação deveria ser R$ 500.

Com a falta de acordo entre os envolvidos, nova reunião foi marcada para a quarta-feira (21/5), às 14h. O Sindicoletivo foi recomendado a solicitar aos motoristas para que, pelo menos até o próximo encontro, não paralisem as atividades novamente, sob risco de serem penalizados com multas. No entanto, alguns profissionais descontentes insistem em cessar os serviços até que um acordo seja firmado.

Segundo a Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC), todas as linhas seguem operando normalmente nesta segunda-feira.

Protestos e depredações

Um levantamento divulgado neste sábado (17/5) pela Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC) apontou que, em dois dias, ao menos 85 ônibus foram depredados em Goiânia. Em um dos episódios, um motorista ficou ferido após ser atingido por uma pedra. Os dados englobam as cinco concessionárias que operam o transporte coletivo em toda Região Metropolitana, incluindo a Metrobus, responsável pela gerência do Eixo Anhanguera.

Os episódios de vandalismo ocorrem desde a última quinta-feira (15), quando motoristas resolveram paralisar o serviço para forçar nova rodada de negociações por reajuste salarial, o que, por sua vez, ocasionou em protestos por parte dos usuários devido ao atraso das linhas.

No último sábado (17), os profissionais bloquearam a maioria das garagens e impediram que os ônibus circulassem. Até o fim da manhã o atendimento foi realizado apenas na linha do Eixo Anhanguera e nas 61 linhas da área Leste da Rede, que inclui o Terminal Senador Canedo, Terminal Novo Mundo e algumas linhas do Terminal Praça da Bíblia.
Desde a noite da última sexta-feira (16), os representantes do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores no Transporte Coletivo Urbano de Goiânia e Região Metropolitana (Sindicoletivo) estão proibidos pela Justiça do Trabalho de realizar os chamados piquetes grevistas, que consistem em tentar impedir que trabalhadores da categoria trabalhem numa espécie de paralisação forçada. A decisão é do juiz Washington Timóteo Teixeira Neto, da 9ª Vara do Trabalho em Goiânia, e acata liminar impetrada pela empresa Rápido Araguaia Ltda.

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