Retrospectiva: Relembre os ministros que caíram no primeiro ano do governo Bolsonaro

Jair Bolsonaro é o segundo presidente eleito que mais fez trocas de ministros no primeiro ano de governo. Dilma Rousseff lidera a lista

Bebianno, Ramos, Vélez e Santos Cruz| Foto: Reprodução

Em seu primeiro ano de mandato, o presidente Jair Bolsonaro tirou quatro ministros do comando de pastas estratégicas do governo: Secretaria-Geral da Presidência, Ministério da Educação (MEC) e Secretaria de Governo. Foram três demissões e uma troca de comando entre órgãos.

Desde a posse de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 1995, Bolsonaro é o segundo presidente eleito que mais fez trocas de ministros no primeiro ano de governo. Dilma Rousseff (PT) lidera a lista, com nove trocas ao longo de 2011, seu primeiro ano como presidente. FHC e Lula empatam, com uma troca cada um no primeiro ano de seus respectivos mandatos. Relembre as mudanças nos ministérios:

Secretaria-Geral da Presidência

Em um ano de governo, três nomes estiveram à frente da Secretaria-Geral da Presidência. O primeiro deles foi Gustavo Bebianno, um dos homens de confiança do presidente e coordenador de sua campanha eleitoral em 2018. Ele foi demitido com apenas 48 dias no cargo, a terceira queda mais rápida de ministro desde a redemocratização.

Quem assumiu a Secretaria de Bebianno no momento da sua saída foi o general da reserva Floriano Peixoto, que na época era o secretário-executivo da pasta. A saída dele ocorreu em junho, quando foi realocado para a Presidência dos Correios após a demissão do general Juarez Aparecido de Paula Cunha.

A Secretaria-Geral foi então transmitida ao advogado e ex-major da Polícia Militar (PM) Jorge Antonio de Oliveira Francisco, que atuava como subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil. Ele foi indicado por ser uma pessoa de confiança de Bolsonaro, tendo sido assessor jurídico no seu gabinete.

Ministério da Educação (MEC)

O primeiro ministro a assumir a pasta da educação no governo foi Ricardo Vélez Rodriguez, indicado por Bolsonaro um mês após a vitória nas eleições. Colombiano e filósofo de formação, Vélez ficou no cargo até o início de abril, após protagonizar uma “guerra” entre os militares e os apoiadores de Olavo de Carvalho, chamados olavistas, dentro do MEC.

Em seu lugar assumiu o economista Abraham Weintraub, que atuava como secretário-executivo da Casa Civil. Há oito meses a frente do MEC, Weintraub ficou conhecido por uma atuação histriônica nas redes sociais e acumula uma série de crises.

Secretaria de Governo da Presidência

Terceiro ministro a deixar o governo, o general Carlos Alberto do Santos Cruz comandou a Secretaria de Governo da Presidência, um órgão estratégico do Planalto, até junho deste ano. O general virou alvo da ala ideológica do governo por sua relação com a imprensa.

Na ocasião, ele disse ao presidente ter sido alvo de ataques orquestrados por Carlos e Olavo no Twitter. A justificativa para sua demissão, no entanto, foi a falta de alinhamento com as estratégias de comunicação da equipe do Planalto. Seu substituto, o general Luiz Eduardo Ramos Batista, também é militar, e permanece no comando da Secretaria de Governo desde então. (Com informações da Exame)

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