“Restauramos o orgulho e a dignidade da nossa capital”, afirma Iris em última prestação de contas à frente da prefeitura

“Em qualquer um dos cenários, deixarei para o meu sucessor uma gestão pública totalmente saneada”, destacou o chefe do Executivo

Prevista para ocorrer com participação remota, a prestação de contas da Prefeitura de Goiânia à Câmara, realizada nesta terça-feira, 22, contou com a presença do prefeito Iris Rezende (MDB) no plenário. Durante a fala, o gestor agradeceu a união de esforços junto aos vereadores e expôs números registrados na economia e no enfrentamento à Covid-19.

A apresentação, exigência pela Lei Orgânica do Município, detalhou os dados financeiros da capital no período de maio a agosto deste ano. “Era por teleconferência, mas eu comecei meu mandato na Câmara e quero terminá-lo na Câmara”, disse o prefeito ao destacar ser essa sua última prestação de contas ao Legislativo.

Sobre os desafios enfrentados nos últimos quatro meses em razão da pandemia, Iris afirmou que a perda de arrecadação não acompanhou a alta nos gastos. “As atividades econômicas foram impactadas pelas medidas de enfrentamento à Covid-19. Por outro lado, a necessidade de atender os mais vulneráveis ampliou as despesas.”

O prefeito afirmou que foi possível contornar o quadro com austeridade fiscal compatível. “Conseguimos seguir as obrigações da Lei de Responsabilidade Fiscal”, destacou. O emedebista detalhou que a dívida consolidada ficou em 28,15%, abaixo dos 120% permitidos.

“Em qualquer dos cenários, deixarei para o meu sucessor uma gestão pública totalmente saneada, sem dívidas, apta a realizar novos investimentos no período pós-pandemia. Uma realidade muito diferente da que eu assumi em 2017, com o município exposto a uma dívida de mais de R$ 1 bilhão e déficit mensal na ordem de R$ 31 milhões”, afirmou Iris.

Pandemia

Com relação ao enfrentamento à pandemia na área da saúde, o prefeito destacou a inauguração da maternidade Célia Câmara, transformada em hospital especializado no atendimento a pacientes da Covid-19, e o convênio com a Universidade Federal de Goiás (UFG), que possibilitou a abertura de vagas específicas para tratar a doença no Hospital das Clínicas (HC). “Ninguém morreu em Goiânia por falta de leito”, declarou. De acordo com o chefe do Executivo, a prefeitura conta com 30% de leitos vagos.

“Que possamos sempre enxergar o presente e o futuro com os olhos da solidariedade, da tolerância e das ações positivas para que nossa querida Goiânia e todos os demais municípios possam celebrar um novo ciclo de realizações positivas, sempre tendo em vista o bem comum com as mãos de Deus”, disse pouco antes de encerrar a prestação de contas do segundo quadrimestre.

Ao final da apresentação dos dados da gestão até agosto, o prefeito foi aplaudido de pé pelos vereadores. “Vocês me fizeram chorar”, emocionou-se Iris enquanto enxugava as lágrimas em sua última prestação de contas à Câmara.

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