Requerimento aprovado na Câmara para manutenção de temporários na UEG não tem fim prático

Vereador propôs requerimento sobre o assunto, mas assume que não tem competência para interferir, tornando a própria propositura sem efeito

A Câmara Municipal assinou, de forma unânime (os 33 presentes na sessão), um requerimento para garantir a permanência dos professores e cargos administrativos da Universidade Estadual de Goiás (UEG), nesta quarta, 21. No entanto, a propositura não tem fim prático, já que isso é competência do Estado e não de Goiânia, onde esses parlamentares legislam.

O próprio propositor, vereador Denício Trindade (SDD), admite que a Casa não possui nenhuma competência para interferir no assunto. O presidente da Casa, Romário Policarpo (Patriota), também desconhece o fim prático do requerimento, apesar de ter sido um dos que votou à favor.

Policarpo ainda disse que é “normal vereadores apoiarem requerimentos de outros vereadores, quando são assuntos que não interferem diretamente entre o que é base e oposição ao paço”.

Insiste

Segundo Denício, a propositura objetiva meramente sensibilizar a Justiça, que que decidiu pela demissão de 1.490 funcionários temporários, sendo 700 professores e 790 técnicos administrativos, bem como o Ministério Público Estadual, o reitor Ivano Alessandro Devilla e o governo do Estado. A preocupação principal seriam os alunos, disse o vereador, que já poderiam ser prejudicados nesse semestre letivo.

Em outra justificativa, Trindade afirma que essa sensibilização, se contemplada, seria um paliativo até que concursos fossem feitos para preencher as vagas. “A Câmara jamais seria conivente com algo errado”, garante o vereador em relação a defesa da permanência de não concursados.

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