A compra dos ônibus elétricos para operar na linha do Eixo Anhanguera e na linha do BRT Norte/Sul foi feita através de um consórcio das quatro empresas privadas responsáveis pelo transporte coletivo na Região Metropolitana de Goiânia e a estatal Metrobus. O primeiro veículo articulado, fabricado pela BYD, presidida pelo empresário e presidente da Agência Goiana de Habilitação (Agehab), Alexandre Baldy (pP), chegou à Capital nesta sexta-feira, 16, a um custo aproximado de R$ 3 milhões.

O presidente da Companhia Metropolitana do Transportes Coletivos (CMTC), Tarcísio Abreu, disse ao Jornal Opção, que a previsão de conclusão da eletrificação do transporte na Região Metropolitana é para os próximos três anos. “As empresas montaram um consórcio para a aquisição das frotas. Foram adquiridos 18 veículos que devem chegar até o meio deste ano, já a renovação completa deve ser finalizada nos próximos três anos”. avalia.

Para garantir a aquisição dos 65 ônibus elétricos, foi criado uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), formada pelo consórcio. Além da compra, serão reformados os terminais Padre Pelágio, Dergo, Praça A, Praça da Bíblia, Novo Mundo e Senador Canedo, bem como todas as plataformas e pontos de embarque atendidos pelo Eixo Anhanguera. Fazem parte do consórcio as empresas; Rápido Araguaia Ltda; HP Transportes Coletivos Ltda; Viação Reunidas Ltda; Cooperativa de Transporte do Estado de Goiás (Cootego) e Metrobus.

Com um investimento total de R$ 1,6 bilhão, o montante, segundo Abreu, inclui a frota, preparação dos ambientes, abrigos e reparação dos espaços. “Tem toda uma adaptação e uma preparação para receber os ônibus elétricos. Temos que ter usinas de recarga, por exemplo, e isso já vem sendo conversado com as empresas e com a Equatorial que avalia a ampliação da oferta de energia em alguns terminais”, relata.

Legalidade de compra

De acordo com subsecretário de Políticas para Cidades e Transportes, vinculada à Secretaria-Geral de Governo do Estado de Goiás (SGG), a compra dos veículos é independente do poder público. “O Estado de Goiás e as prefeituras entram no subsídio da tarifa”. “O consórcio também é responsável pelo investimento, não somente dos ônibus elétricos, mas também dos 1.170 veículos para a renovação completa da frota. São 170 elétricos e 1.020 a diesel”, conta.

Ainda que indiretamente, o subsídio pago por meio da tarifa, diluídos no novo contrato ao longo dos anos, será de aproximadamente R$ 400 milhões. Esse investimento serve para manter a tarifa no valor de R$ 4,30 para o usuário.