Renan Calheiros, Romero Jucá e José Sarney teriam recebido R$ 70 milhões em propina

Ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, afirmou em delação premiada que dinheiro era desviado de contratos da subsidiária da Petrobras

Fotos: Jefferson Rudy/Agência Senado (Renan), Antônio Cruz/ Agência Brasil (Romero) e Wendel Lopes/ PMDB (Sarney)

Os três foram gravados em conversas suspeitas sobre a Lava Jato com Sérgio Machado | Fotos: Jefferson Rudy/Agência Senado (Renan), Antônio Cruz/ Agência Brasil (Romero) e Wendel Lopes/ PMDB (Sarney)

O ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, disse em delação premiada que repassou pelo menos R$ 70 milhões em propina para o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) e ao senador Romero Jucá (PMDB-RR). Sérgio ficou conhecido no último mês por ter gravado conversas suspeitas com os três sobre a Operação Lava Jato.

Os áudios envolvendo Jucá mostram o senador sugerindo que o impeachment seria uma maneira de estancar a “sangria” que é a Operação Lava Jato. Já Renan foi gravado defendendo mudanças nas delações premiadas e afirmando que todos os políticos do Congresso teriam medo das investigações. Sarney, por sua vez, foi flagrado prometendo a Sérgio Machado que o ajudaria a escapar do juiz Sergio Moro.

Segundo Machado, quem teria recebido mais dinheiro é Renan Calheiros, destinatário de R$ 30 milhões desviados da Transpetro, subsidiária da Petrobras. Os outros dois teriam recebido pelo menos R$ 20 milhões cada. Além dos três peemedebistas, também estariam envolvidos os senadores Edison Lobão (PMDB-MA) e Jader Barbalho (PMDB-PA).

Neste sábado (4/6), as assessorias de Renan Calheiros e Romero Jucá negaram a informação de que eles teriam recebido dinheiro indevido. A nota de Renan afirma: “Jamais recebi vantagens de ninguém e sempre tive com Sérgio Machado relação respeitosa e de Estado”.

A nota de Jucá sustenta: “O senador nega o recebimento de qualquer recurso financeiro por meio de Sérgio Machado ou comissões referentes a contratos realizados pela Transpetro”. Os áudios envolvendo o senador foram os mais polêmicos e resultaram no seu afastamento do Ministério do Planejamento doze dias após sua nomeação.

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