Militares questionam salário acima de R$ 200 mil de general que comanda Petrobras

A “Revista Sociedade Militar” questiona “se é realmente ético” pagar remuneração tão alta a um funcionário de uma empresa que pertence à sociedade

Em meio à alta nos preços do gás e da gasolina, a remuneração acima de R$ 200 mil mensais do presidente da Petrobras, general Joaquim Silva e Luna, é alvo de críticas entre militares.

Publicação especializada em Forças Armadas, a Revista Sociedade Militar questiona “a necessidade e se é realmente ético se pagar um salário tão alto a um funcionário de uma empresa que pertence à sociedade”.

“O salário mensal do oficial atualmente equivale ao que é pago pela mão de obra de mais de 230 trabalhadores juntos”, afirma o texto.

A revista online reproduz trecho da reportagem da Folha, segundo a qual militares que atuam no comando de estatais acumulam salários e ganham entre R$ 43 mil e R$ 260 mil por mês. Por estar na reserva, no topo da hierarquia militar, Silva e Luna recebe R$ 32,2 mil brutos. Já na Petrobras, conforme o formulário de referência divulgado pela estatal aos investidores, a remuneração média mensal chega a R$ 228,2 mil, levando em conta ganhos fixos e variáveis referentes ao ano de 2020.

“Entregues para oficiais generais, funções como a chefia da Petrobras, conferem a seus detentores salários de mais de 200 mil reais mensais. Infelizmente, sob o comando dos fardados a estatal não tem prosperado em sua função de servir à sociedade”.

Antes de assumir a presidência da Petrobras, Luna ocupava a diretoria-geral de Itaipu. Sob seu comando, Itaipu mudou regras de indenização, o que acabou beneficiando diretores com pagamentos que beiravam R$ 150 mil.

Em 2019, Itaipu ampliou o bônus concedido aos funcionários, graças ao qual Luna recebeu R$ 221 mil.

* Com informações da Folha de S.Paulo

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