Relatório da CEI da Saúde será implacável, diz Elias Vaz

Comissão deve encerrar os trabalhos de investigação na última semana do mês de maio

Vereador Elias Vaz (PSB) | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

A menos de um mês para o fim da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga irregularidades na Saúde de Goiânia, o vereador responsável pelo relatório, Elias Vaz (PSB), promete que seu parecer será “implacável com qualquer irregularidade constatada” e diz que “todos os devidos responsáveis serão indiciados”.

“A CEI não tem partido político. A CEI defende o usuário do sistema de saúde de Goiânia. Agora que estamos encaminhando para o fim da CEI, estamos trabalhando nosso relatório de modo a apontar todos os responsáveis, indiciando essas pessoas pelas irregularidades constatadas”, avisou. A CEI está prevista para ser encerrada na última semana do mês de maio.

Ao longo dos trabalhos da CEI, algumas situações já foram repassadas ao Ministério Público do Estado que já pediu, por duas vezes, o afastamento imediato da secretária municipal de Saúde (SMS), Fátima Mrué. Uma delas em ação contra o custeio de curso de mestrado a duas servidoras da prefeitura, e outra em razão da precariedade do atendimento odontológico no município. Os dois pedidos de afastamento foram negados pela Justiça, mas ações continuam tramitando.

O relator opina que o governo do Estado e o governo federal também tem responsabilidades quanto á Saúde, por ser um sistema tripartite mas em relação aos problemas em Goiânia, a prefeitura seria a principal responsável. “Para mim está muito claro que hoje o maior responsável pela situação é o prefeito [Iris Rezende (MDB)]. Ele que escolhe quem fica à frente da secretaria e, mesmo diante de todas as irregularidade constatadas, todos os problemas de incapacidade administrativa, ele não toma atitude. Na minha opinião, ele também é responsável pela realidade caótica na Saúde de Goiânia’, arrematou.

O relator lembrou de outras denúncias apuradas pela comissão, que devem constar no relatório, como o superfaturamento na manutenção de ambulâncias e a contratação de empresa para realizar exames de raio-x, quando a própria secretaria possui máquinas novas que estão inutilizadas.

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